domingo, 22 de fevereiro de 2015

OAB-TO: Oposição ganha mas não leva. ( memória nº110 )


 


 

Memória nº 110
Campanha OAB reeleição. Sem chapa contrária.

 

Lourenço fizera gestão exitosa. Durante os dois anos que esteve à testa da OAB em Gurupi inovou, foi vanguardista e descentralizou a administração. Fez duras críticas ao Conselho Seccional, sombreando a diretoria central e muito perseguido por parte do sodalício.

 

Advogados antigos, arcaicos e na maioria oriundos do antigo território goiano, quando o norte era longínquo e distante, não aceitavam mudanças, modernizações e principalmente o fim do coronelismo dentro da OAB.

 

Há época a sede da OAB era em Miracema do Tocantins, pois em Palmas a sede provisória estava em construção, e subseções em Gurupi, Porto Nacional, Araguaína e Colinas. Sem dúvida a mais dinâmica e atuante fora a 2ª subsecção administrada por Lourenço, tendo Dr. Sady Pigatto na vice-presidência em substituição ao Dr. Furlan que renunciara para trabalhar na Secretaria de Justiça e Segurança Pública; Dr. Magdal como tesoureiro e a secretária geral Dra. Natividade.

 

A legislação que vigorava era de 1963, de forma que a composição da diretoria e o período de mandato entre outras diferenças em comparação com a lei atual salienta situação distinta do atual estatuto da Ordem e da Advocacia, inclusive no que tange à eleição da diretoria do Conselho Seccional que se dava através de eleição indireta formulada pelos Conselheiros eleitos.

 

Assim, mesmo tendo sido convidado pelo Conselheiro oposicionista, que durante toda a gestão fora parceira da advocacia de Gurupi, para ser candidato ao cargo de Conselheiro Federal na sua chapa, preferiu apoiar a oposição, mas tentar a reeleição ao cargo de presidente da subseção.

 

Ao contrário do que imaginava não teve problema algum. Não houve chapa de oposição para enfrentá-lo. Praticamente Lourenço se preocupou em fazer campanha para o líder da oposição ao Conselho Seccional e assim, ajudou sobremaneira a nova liderança que se opunha as velhas oligarquias tocantinenses.

 

O poeta Dr. Moreira, de Porto Nacional, Conselheiro Seccional, liderou a chapa de oposição, enfrentando o candidato da situação, o Conselheiro Seccional por Gurupi, Dr. Antonio, assim indicado para enfrentar no mesmo território a liderança de Lourenço, presidente candidato  à reeleição à Subsecção de Gurupi.

 

As eleições foram um sucesso: Lourenço elegeu, através de sua liderança e equipe unida, dinamismo  e mudanças que implementara na administração da Subsecção, praticamente todos os membros do novo Conselho Seccional e fez com que, o candidato ao Conselho Seccional, que seria o candidato à  presidente da situação se quer se elegesse Conselheiro.

 

A oposição perdeu apenas três cadeiras no total de 17 no Conselho e nas dez urnas espalhadas pelo Estado, só não venceu em Paraíso do Tocantins, perdendo por poucos votos. Uma grande lavada.

 

Com essa vitória popular era certo que a eleição para a diretoria do Conselho Seccional à realizar-se na própria data de sua posse, seria repetida a façanha e os 5 cargos estariam com a oposição.

 

No entanto, os Conselheiros eleitos foram cooptados por ameaças e promessas, por favores e cargos e na votação, viraram para a candidatura de Dr. Augusto, que na ausência de Antonio o substituiu e assim, por mais um biênio o Conselheiro por Miracema do Tocantins assumiu a presidência.

 

Um escândalo de grande repercussão. Corrupção que envolveu inclusive o governo do Estado... O então governador filiado ao PMDB temia a vitória da oposição pois o candidato era ligado à opositores de seu governo. Era ligado ao grupo de Siqueira Campos, o primeiro governador do Estado de Tocantins.
 
Advogados eleitos pela chapa de oposição bandearam-se para a situação e valendo-se do voto secreto, votaram contra o candidato da própria chapa. Vergonha e desmoralização de profissionais sem caráter.

 

Por mais outra gestão Lourenço continuou opositor ao Conselho Seccional, porém mantendo a liderança e toda a vanguarda que implementara na gestão que terminara.

 

No seu segundo mandato a diretoria da Subsecção era formada pelo Dr. Fortaleza  para o cargo de vice presidente que substituira  Dr. Sady Pigato eleito para o Conselho Federal; Dra. Jubé para o cargo de  secretaria geral e Dr. Roberto para a tesouraria em substituição ao Dr. Magdal que não se harmonizara com a chapa durante o primeiro mandato.

 

Enfim, foram anos de muita alegria vivenciar a liderança dos advogados da Subsecção e agir em benefício da comunidade civil e em especial jurídica do Estado do Tocantins.

 

Roberto J. Pugliese
Presidente por dois mandatos da 2ª. Subsecção da OAB-To-Gurupi.
(1990-1992 e1992-1994)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Crime envolve advogados e servidores da Justiça no litoral do Paraná. -

 
 
Operação Barreado: Pescadores artesanais são as vítimas de quadrilha criminosa.
 
O Expresso Vida publica a reportagem da TVC! que noticia fatos do litoral paranaense.
 
Interessante que o leitor entenda que foi formado uma rede criminosa instalada junto ao Poder Judiciário do litoral do Paraná, envolvendo funcionários de cartório e advogados para ludibriar milhares de pescadores.
 
Para quem se interesse é importante assistir a reportagem.
 
Insta salientar que o escritório Pugliese e Gomes Advocacia advoga para pescadores artesanais há muitas décadas, com passagens no litoral paranaense, catarinense, paulista, carioca e agora no Espírito Santo e nunca tinha presenciado tamanha arte para ludibriar-se pessoas humildes de boa fé.
 
Roberto J. Pugliese
Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB.Sc.
Autor de Direito das Coisas, 2005.-Leud.
 
 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Televisão suicida. -


O  FUNDO DO POÇO !

O Expresso Vida apresenta o texto muito bem elaborado por Luis Fernando Veríssimo, sobre a televisão brasileira, especialmente, as Organizações Globo.
 
 
 
 

Vale a leitura e ampla divulgação. Importante a reflexão.

DECADÊNCIA DA CULTURA BRASILEIRA

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.


Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.


Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.


Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).


Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final
. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!


Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.


Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores).


Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…. , estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… ,•visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade. ( Luis Fernando Veríssimo )

Não há desculpa que justifique. Mesmo que o programa esteja sendo passado pelo resto do mundo, o Brasil tem outras necessidades, outra cultura e não tem preparo. O povo precisa de escola, de bom exemplo, de cidadania... precisa de tudo, menos da televisão que tempos.

 

E muito menos da TV Globo e suas afiliadas.

 

Roberto J. Pugliese
Autor de Terrenos de Marinha de seus Acrescidos, Letras Jurídicas, 2009.

 

( Colaboração de Ivone Pugliese ) 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

domingo, 15 de fevereiro de 2015

IMPEACHMENT JÁ ! ( Todos às ruas )


VAMOS DERRUBAR A PRESIDENTE.

 

 

O Expresso Vida transcreve abaixo artigo muito bem elaborado pelo Procurador de Justiça aposentado, Dr. Roberto Tardelli, extraído do portal Justificando.com, que de modo irônico revela o pensamento eletizado de alguns brasileiros inconformados com a situação.

Ainda que não haja concordância integral da manifestação abaixo, o texto merece ser lido e refletido com isenção, pois mostra dois lados de um tempo que estamos vivendo.
 
 

 

“Impeachment já!

Nas redes sociais, a todo momento chega uma convocação, para todos irmos às ruas para exigir o impeachment da Presidenta da República. É agora ou nunca, moçada: os baixos índices aprovação nas pesquisas do IBOPE, a economia em crise, a PETROBRAS bombando no Jornal Nacional todos os dias, sangrando em praça pública, políticos acuados, uma Justiça irada, lançando suas pragas a todos que consegue alcançar, a sensação de que tudo está ruindo a seu lado, a falta de água, São Pedro teria confirmado sua presença, o porto em Cuba, proibido fazer xixi na rua no Carnaval, polícia baixando o sarrafo e mandando bala, ciclovias caríssimas, uma refinaria de petróleo comprada a preço de uma refinaria de ouro, sete a um, Anderson Silva estava mesmo chapado? Xuxa indo pra Record, dólar deixando Miami mais distante, Paola Oliveira é única boa notícia do Ocidente, os EUA descobriram que a Rússia ainda respira e isso parece ser muito grave, o Estado Islâmico consegue ser pior que o PCC (ou empata) e deve ser demolido, pelos USA ou pela ROTA, é de quem chegar primeiro, enfim. Tudo somado, a culpada, claro, é a presidenta.

Decididamente, as coisas vão mal. Gays estão se casando à luz do dia, não mais perante testemunhas, mas convidados e, desafiadores, fazendo festa. Temos programas de transferência de renda e isso impede ou dificulta a contratação de empregadas domésticas, que, não satisfeitas, começaram a ter direitos trabalhistas somente destinados a humanos. O índice de mortalidade infantil desabou, isso é bom, mas pode ter sido à custa da contratação de comunistas disfarçados de médicos, vindos de Cuba, isso é mal. É péssimo. É horrível e pode fazer com que as populações interioranas e ribeirinhas se revoltem contra o Capitalismo e façam uma revolução camponesa.

Uma gente horrível começa a falar em uma reforma tributária sangrenta para a sociedade ordeira: é preciso extinguir os impostos indiretos (IPI, ICMS, essas paradas), tremendamente injustos, porque a faxineira e a patroa pagam o mesmo ICMS pela lata de óleo (teoricamente, porque a patroa jamais compraria o óleo da faxineira; aliás, patroa que é patroa não compra, manda a faxineira comprar). Uma gente exótica começa a falar em aumentar impostos de herança, criar finalmente o imposto sobre as grandes fortunas, aumentar em padrões comunistas espanhóis ou alemães a alíquota do imposto de renda na fonte. Isso beiraria alguma coisa americana, mas de lá queremos apenas Miami e a pena de morte, além de Halle Berry e Rihana. O caos se aproxima perigosamente.

Pior, mulheres desocupadas, gays, comunistas de novo (sempre eles), andam falando por aí em descriminalizar aborto e drogas. Será o fim. Se essa presidenta deixa essa turma falando livremente, é porque concorda. Terrorista, ela assaltou bancos na vida. Agora, quer dissolver as famílias na luxúria e no vício. Estamos perdidos.

No Direito, antes ocupado por brasileiros responsáveis, começam a surgir, aqui e ali, um pessoal de Direitos Humanos. Por incrível que pareça, falam em dignidade humana para criminosos, ladrões, estupradores e assassinos. Fazem arzinho superior e só querem saber de soltar bandidos. Bandido bom é bandido morto, simples assim. Desenterraram os defuntos da Revolução de 64, contaram a história deles, dos que roubaram bancos, dos que ameaçavam o país tropical, abençoado por Deus. E quem estava entre elesEla!!

Um primo meu me disse que um amigo dele que conhece uma pessoa no MEC falou que no ano que vem a cadeira de História do Brasil será História do MST. Outro, um vizinho meu que trabalha no mercado de ações, disse que o Brasil e Venezuela, onde o povo sofre com uma ditadura estranhamente meio aliche meio mozzarella, vão abolir suas fronteiras e a lei venezuelana vai valer aqui dentro. E que todo Centro Espírita vai ter se que chamar Pai Chavez, que vai ter preferência para se manifestar, antes de qualquer mesa branca, que passará a ser vermelha!!! Tudo a partir do ano que vem. Vão ensinar cubanês nas escolas públicas.

Só não vê quem se recusa a enxergar o óbvio. Nesses dias, de ateísmo pagão, de entrega do solo brasileiro ao comunismo, de corrupção em níveis bilionários na petrobras, com pessoas defendendo essa coisa louca de legalizar, liberar, estimular o uso da maconha e outras drogas e criar a bolsa-nóia, de permitir o aborto, de bater palminhas para casamentos que afrontam nossa melhor tradição, de proibir palmadas nas crianças, para criar um país de pentelhos desobedientes, quem não não for a favor do impeachment, merece apanhar de vara.

E nem venham com esse discurso de terceiro turno. A eleição foi ganha nas profundezas do analfabetismo, já disse nosso Grande Mestre. Fosse nosso povo igual ao dos Estados Unidos, igual ao da Disney (gente, tudo funciona lá!!), queria ver se essa farra continuava. Quem ganhou a eleição, comprou o voto. Um país cresce pelo trabalho, pela meritocracia, pela prevalência dos bons, prevalece porque tem ordem, porque tem lei que pune, ora essa. Que país, respondam, esquerdóides!, sobrevive sem um xilindró amargo para os recalcitrantes? E os direitos humanos das vítimas? É só os direitosdosmano? Em São Paulo, tem bolsa-travesti. Não deixem as crianças saberem disso, porque vão, as mais fraquinhas, querer ser isso, para ganhar dinheiro sem trabalhar. Uma família com cinco travestis, por exemplo, recebe mais que um trabalhador que cumpre sem reclamar com seus deveres e que nunca pensou ser travesti. Botem a pena de morte e verão como vão ficar espertos, igual na China, a família paga as balas do fuzilamento. Quem mandou educar filho torto? Quem ganhou a eleição, fez o discurso do bonzinho, ou melhor, da boazinha, da tiazona que distribui grana a rodo pra sobrinhada vagabunda. Se falasse, no meu governo vagabundo vai ter que trabalhar, preso vai ter que trabalhar, menor bandido vai ter trabalhar, quero ver se ia ter os votos que teve. Ia nada. Ficou inventando historinha pra boi dormir. Ganhar assim, não vale.

Ó: conheço um monte, mas um monte de gente que votou no Aécio, apertou Aécio, mas aparecia Ela!! E que história é essa de voto do Acre valer a mesma coisa que voto de São Paulo? Os caras lá no Acre elegeram Ela. Se foi assim, Ela que vá ser governadora do Acre, pombas! O Brasil é tão inacreditável que o Acre decide uma eleição presidencial. Todo mundo fazendo festa, estourando champanhe, cerveja gourmet e vem o Acre pra azedar tudo, vê se pode! É mais ou menos o Real Madri perder uma Champions League com o zagueiro que saiu do XV de Jaú.

Para culminar, a jabuticaba podre do bolo de fubá dessa gentinha, eles estão com Lei de Cotas para todo lado. Descobrimos o Brasil-Negão, o Brasil-Negona! Tudo ia bem, a turma mais clarinha resolvendo as paradas com classe, com estilo, tomando um belo Merlot e chega esse povo pobre, de bunda quadrada de busão, de escola pública, que nem sabe o que é um Nespresso e quer chegar mandando!

O voto bom, do povo certo, da turma bacana, esse não foi pra ela. Esse era o voto que valia.

Nosso Grande Líder já deu o sinal verde. Nosso Grande Jurista diz que pode, sim, ter essa bagaça culposa. Primeiro impeachment culposo do planeta Terra. A tia não cuidou das coisas direito. É nóis na fita, mano! Não é assim que eles falam?

Por isso, dia 15 de março, vamos lá. Todos nós. Vai ter estacionamento próprio, pra ninguém ser obrigado a dar dinheiro para flanelinha folgado e que recebe bolsa-alguma coisa. Passeata bonita, sem criança remelenta, sem povo unido jamais será vencido, nada disso. Só gente bonita, gente branca, bem vestida. Uma manifestação que vai ser cívica e fashion.  Vamos organizar as fileiras por ordem alfabética, assim, fila da frente, a turma de Gucci, depois, o pessoal de Prada, aí, vem a ala dos amigos de Lacoste (essa teve liquidação em dezembro), as meninas de Le Boutin, e, fechando, gloriosos, o pessoal de Vuitton.  Morram de inveja, pobraiada!!

Queremos o poder de novo; a gente somos povo!!

The winter is coming, Dilma!!

A organização avisa para cada um levar sua água. Quem trouxer mais de cinco litros, ganha emprego na Sabesp. Nada, nada, é um a mais para trocar por umas doletas e gastar com a patroa num outlet da hora em Miami.

Impeachment já!” ( Roberto Tardelli )

O Expresso Vida, com algumas ressalvas aplaude o lúcido texto elaborado pelo distinto Procurador de Justiça e recomenda que os favoráveis e os contrários distribuam para todos os interessados.

 

Roberto J. Pugliese
Consultor da Comissão de Direito Notarial e Registrária
do Conselho Federal da OAB.
Autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.

Florianópolis: Bagunça generalizada. Incompetencia geral.


Insegurança institucionalizada.

 

A bela capital catarinense está à deriva. Por mais que se dê crédito às autoridades e se aposte numa guinada radical em favor da sustentabilidade para o desenvolvimento harmônico, a conclusão é sempre a mesma: É preciso mudar a postura.

 

O mega empreendimento hoteleiro da Ponta do Coral irá despejar pescadores artesanais ali estabelecidos há séculos. Prédios enormes continuam sendo erguidos por toda a ilha. Não há tratamento de esgotos sanitários. Com a demanda turística maior em épocas de festas e feriados, acaba a água tratada para o consumo, o fornecimento de energia leva à rede ao colapso, a internet fica mais lenta... e tudo se repete ao longo do tempo.

 

É vergonhoso o quadro de Florianópolis com a desorganização viária caminhando para o caos; a polícia escondida nas repartições públicas dando segurança privilegiada a poucos destacados funcionários dos três Poderes, enquanto a população amedrontada vive em pânico dada a violência desmedida. Até os semáfaros não funcionam como deveriam. Balburdia, bagunça e desorganização oficializada.

 

Uma ilha de costa para o mar. O transporte hidroviário funciona regularmente sómente na bucólica Lagoa da Conceição. Apenas planos e ideias que não saem do papel rabiscam hidrovias que poderiam ajudar na mobilidade local e desenvolver o turismo marítimo.  São praias, costões e toda a orla com trilhas de acesso abandonadas. São incontáveis os impecilhos frustrando moradores e turistas que esperam um pouco mais da cidade.




O retrato exposto encombre a realidade da cidade que se inclina precocemente ao caos. A imagem difusa pelo país e alardeada pelo mundo pinta o colorido fantástico de um imaginário ideal. Porém inexistente. Apénas a fantasia maravilhosa dos cartões postais camufla a balburdia e as deficiências estruturais do abandono.

 

As pontes em ruínas oferecem o perigo que fingem desconhecer. E a histórica ponte pênsil está prestes para ser tombada novamente, porém mergulhando no estreito sul. Lamentável o quadro borrado.

 

E como se não bastasse os mesmos Poderes Públicos que se omitem nas suas mais legítimas obrigações institucionais, ora por determinação judicial, ora porque o Ministério Público pediu, ora porque a administração municipal decretou, ora por isso, ora por aquilo, mandam demolir construções daqui e dali.

 

Ignoram direitos tradicionais. Ignoram a própria história da ilha e de seu povo. Não assumem a responsabilidade pelo dano social que impõe à coletividade perplexa. Sociedade insegura,  temerosa e na porta do desespero.

 

Ninguém é poupado em nome da ordem jurídica da ilha. Tudo por terra por ser terreno de marinha, porque o Código de Postura impôs, ou porque não podia isso ou aquilo... Mas o shoppin pôde ser levantado no meio do mangue. Mas a casa do granfino, com heliponto e elevador na beira do mar pôde permanecer imune a qualquer investida ambiental... O direito tem pesos e medidas certas na ilha da fantasia. Reflitam: tem pesos e pesos.

 

São residências que foram erguidas há mais de 50 anos. São casas de manés. Casas de turistas. Casas simples de trabalhadores, que estão na lista violenta de ordem para irem abaixo... Em todos os cantos da cidade ninguém está ileso.

 

Os comerciantes tem seus negócios interditados. Ligações de serviços de energia elétrica e água potável são cortados, sem qualquer fundamento, salvo o de que aqui ou acolá não poderia existir a pousada, o camping, a garagem de barco ou o trapiche suspenso sobre o espelho d’agua. São os clubes, boates, restaurantes coagidos a cerrarem suas portas. São turistas que chegam e vão embora. São investidores frustrados que se  arrependem. É a população atônita e perdida que não acredita no que vê, no que sofre, no que está por vir e segue sem saber o que fazer.

 

A insegurança jurídica aterroriza a população. Estarrecidos o povo teme pelo pior. Não sabe a quem recorrer. E assim, sem nexo ou bom senso, as autoridades vão exibindo seus crachás, mandando, impondo e cuidando da cidade que não encontra o norte... e segue pela própria sorte.

 

Vereadores processados, cassados, presos observam dos altos muros gradeados e aplaudem a confusão. Até quando? Na Câmara os demais aprovam aumento de impostos.

 

Enfim: Alea jacta est. Salve-se quem puder. O último que sair apague a luz.

 

Roberto J. Pugliese
Presidente da Comissão de Direito Notarial da OAB-Sc.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Praça do Carijo - ( memória nº 109 )


 

 

Memória nº 109.
Casa do Carijo – Praça  -

 

Moravam em São Paulo próximo ao aeroporto de Congonhas num sobrado muito bem montado e espaçoso, situado numa ruazinha tranquila, salvo a feira livre que às sexta feira que incomodava.

 

A casa oferecia toda a segurança e Lourenço Jr., na escolinha podia ser levado pela mãe, pois situava-se numa esquina há menos de duzentos metros e os sogros moravam há dois ou três quarteirões.

 

Antes de mudarem-se definitivamente para Cananéia, alugaram uma casa modesta por seis meses, em frente ao Colégio Estadual, consistente em uma garagem, na qual a proprietária transformara num quarto, banheiro, cozinha, sala e um quintal nos fundos.

 
( Foto do jantar comemorativo de 30 anos da instalação da Comarca de Cananéia, Sp )
 
 
Nesse período procuraram casa para comprar e terminaram optando por um chalé situado no Carijo, junto a onde hoje existe uma praça.
 
 
 
 
( visão da baia de Cananéia, Sp )
 
 
A casa pertencente ao judeu dono do posto de gasolina se assentava numa área de mais de mil metros quadrados, inclusive do outro lado da estrada dos Argolões, confrontando com o manguezal, hoje avenida Eduardo Boechar Ramos. Nos fundos havia outra construção.


Durante os seis meses Lourenço negociou a compra, valores e condições, e assim que fechou o negocio, unificou as quatro ou cinco matriculas, deixando de lado, a área junto ao manguezal e a casa dos fundos, que passou a fazer frente para a futura praça. Sem número, ambas as casas foram contempladas por números que Lourenço houve emplacar a seu critério.

 

Durante alguns meses promoveram os melhoramentos necessários. Separaram por muro a residência dos fundos e alugaram. A casa principal ampliaram consideravelmente, construindo 4 dormitórios, com dois banheiros, armários embutidos entre outras benfeitorias. Construíram churrasqueira e garagem nos fundos e preservaram entre outras plantas, uma jabuticabeira existente na área da garagem.

 

 
 

Numa semana de feriados a casa dos fundos foi procurada por uma família que queria aluga-la. Talvez semana santa. Sabendo que o interessado tinha máquinas de terraplanagem que esta na cidade para obras na ilha Comprida, então pertencente à Cananéia, Lourenço dispensou o pagamento e pediu em troca que o inquilino limpasse, aterrasse e urbanizasse a área lindeira ao seu imóvel, na qual havia a esquina e o campanário, onde de um lado seguia a estrada dos Argolões e formando um épsilon, à direita seguia outra rua para o Carijo de Dentro.

 

A praça, mesmo rústica foi feita e posteriormente, passados alguns anos, a prefeitura houve urbaniza-la e deixa-la no estado que se encontra, inclusive preservando a jabuticabeira existente na mesma linha que a existente no imóvel de Lourenço.

 

Por razões outras, em Agosto de 1983 Lourenço mudou-se para Itanhaém. Manteve a casa dos fundos alugada e a da frente vazia, colocada à venda.

 

Na casa dos fundos os novos funcionários da recém instalada Comarca de Cananéia, que vieram de outras cidades do Vale do Ribeira, foram ali residir.

 

Deixou saudades.

Roberto J. Pugliese
pugliese@pugliesegomes.com.br
Membro da Academia Eldoradense de Letras.
Membro da Academia Itanhaense de Letras.
Titular da cadeira nº35 da Academia São José de Letras.