sábado, 31 de maio de 2014

Baden Powell, o grande violinsta brasileiro.

Baden Powell apresenta alguns sucessos de sua autoria. O Expresso Vida traz para seus seletos leitores à lembrança do grande violonista brasileiro.
 
 
 


Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.be
autor de Direito das Coisas - Leud, 2005.
Consultor da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB

domingo, 25 de maio de 2014

Síntese de um povo e de uma cidade.( memória nº 89 )


Memória nº 89
O rato.
 
( visão parcial da Praia dos Paulas )
 
Estavam entrando na cidade. Avenida Nereu Ramos próximo ao córrego Olaria. Uma criança que mal sabe andar sai de casa, meio cambaleando, tropeçando e nos seus aparentes dois ou três anos de idade, talvez menos, adentra-se à movimenta avenida, naquela manhã de sol, enquanto duas senhoras, distraídas, permanecem conversando próximos ao muro da mesma casa da qual saíra a criança, sem se darem conta do cenário sinistro que pode se transformar em tragédia.

Lourenço estanca o carro, acende os faróis e dá sinal com as mãos para os carros que vinham atrás e revela a situação de perigo para que os que seguem em sua direção parem também. A criança, cercada de anjos da guarda, continua engatinhando pela avenida e a despeito das buzinadas e barulhos de todos, que assustados presenciam a cena, as mulheres que conversam na calçada não percebem a situação.

Desespero geral. Segundos intermináveis que incomodam a todos que presenciam a conversa das mulheres que não sabem o que está acontecendo à própria volta... Até que Lourenço, impaciente dá um berro e uma das senhoras, voa em cima da criança que está próximo ao eixo da avenida.

 

(...)

 

Esta cena real, rápida e lamentável se deu em São Francisco do Sul, por volta de Julho de 1993. Lourenço ainda residia em Gurupi e estava na cidade  negociando casa para comprar e mudar-se para a cidade.
 
 
 
 
 
 
 
( visão do centro da cidade em dia de chuva )


Parece que o cenário já mostrava o quanto teria de dificuldades e problemas pela frente residindo naquela ilha, cuja plástica natural é muito bonita, porém há uma cultura de abandono e imperfeições que tornam a arquitetura divina caprichada, acanhada e menor, talvez até por vergonha do povo e principalmente de seus administradores.

Para se aquilatar a incompetência das autoridades locais, a cidade é atravessada pela concessionária de transporte ferroviário. A ALL,  América Latina Logística, tem seu ponto final no porto de São Francisco do Sul, e assim, os trilhos da ferrovia cortam toda a cidade, desde a periferia, até o centro histórico e por duas vezes, em trechos distintos, a rodovia federal que dá acesso à cidade.

Há um bairro todo, que fica à mercê da boa vontade das composições que, ao transitarem pela cidade, fecham o único acesso, de forma que ninguém entra ou sai, inclusive permanecendo em certas ocasiões por lá estacionadas, bloqueando o transito de veículos por horas.




 
( indústrias que colocam em risco a população )

 

E ninguém reclama. A passividade do povo é trágica. E com isso, os moradores da Praia do Marquinhos, nome do lugar,  com frequência ficam isolados, proibidos de ingressar ou sair, face as composições da ALL permanecerem paradas na única via que dá acesso ao bairro.

A mesma estrada de ferro faz com que as composições, aliás, muito comprida e sempre com cargas pesadas destinadas à exportação, atrapalhem o transito de veículos impedindo o fluxo normal em diversos pontos da cidade. Não respeitam a legislação vigente, atrapalhando toda a mobilidade de veículos e todos se calam.

Certa vez, Lourenço denunciou o fato à Policia Ferroviária Federal, com sede em Brasília. Alguns meses depois um general, dito o chefe da polícia, apareceu na cidade e autuou a empresa.

O gesto de Lourenço se quer serviu de exemplo aos vereadores, prefeito, ministério público ou até ao pároco... Não serviu para nada, pois a ALL não deu bola. Pagou a multa e continuou desrespeitando as normas federais que regulam o tráfego urbano nas ferrovias. E ninguém reclamou...
 
 
 
( visão da região portuária )

Noutra ocasião Lourenço junto com outros interessados resolveu montar um partido político que, na cidade tinha há anos apenas uma comissão provisória, nas mãos de cinco pessoas que seguravam a legenda para tirar proveito pessoal, quer do próprio partido, quer de outros com os quais se alinhavam.

Situação vergonhosa e própria de pessoas desqualificadas.

Com a ajuda de um deputado estadual de Joinville, a cidade próxima que tem grande influencia em São Francisco do Sul, conseguiu marcar a convenção e fundou o partido, incluindo entre os filiados os cinco membros do diretório provisório que mantinham a legenda inerte há anos.

Lourenço ficou afastado da direção, mas estava à testa do partido que começou a promover denuncias e revelar escândalos e crimes praticados pelas autoridades municipais.

Um certo dia, um dos ex titulares da comissão provisória, numa reunião do partido, pediu a palavra e disse que estava saindo do partido para filiar-se à sigla que administrava à cidade.

- Voces vão pensar que eu não sou um homem. Que eu sou um rato. Pois saibam, eu sou um rato.

Assim que apresentou a carta de desfiliação, Lourenço pediu a palavra e solicitou ao secretário que fizesse constar que o próprio ex integrante do partido se considerava um rato.

- Registra que por se considerar um rato ele espontaneamente pediu sua desfiliação.

Os presentes de imediato em gargalhadas e sussurros misturado a vaias, também bateram palmas. Desmoralizado, rapidamente foi saindo da sala para nunca mais voltar.

 

(...)

 

São Francisco do Sul uma cidade situada na ilha que leva o nome do Santo Francisco, considerada por historiadores uma das dez mais antigas cidades do país, tem o povo vocacionado à pesca, principalmente pesca artesanal. As propriedades naturais também levam a ser propicia a exploração turística.

No entanto, seus políticos e administradores ludibriando a todos, fez implantar industrias poluidoras, pesadas e que de alta especialização, exige operários capacitados que não são encontrados no município. O povo não tem bossa para ser operário de usina ou de fábrica de insumos químicos e correlatas.









( Centro Histórico )
 
 
 
 
( Pesca da Tainha )
 

Hoje a cidade explora o turismo de proletários, é suja, e mantém a sua população cada vez mais pobre, dominada por menos de dez famílias de milionários que exploram a boa fé e a passividade dos ilhéus. Exploram o porto e os francisquenses.

Enfim, vale registrar que a cidade tem o terceiro maior produto interno bruto do sul do país, ficando apenas atrás de Curitiba e Porto Alegre. Mas a população é pobre, muito pobre, inclusive de espírito.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB-Sc
Consultor da Comissão de Direito Notarial e Registral da OAB

Festa popular no Ariri -


Festa no Ariri – Padroeiro Sâo Luiz Gonzaga

A festa anual do Padroeiro São Luiz Gonzaga se dará entre os dias 19 e 22 de Junho na vila do Ariri em Cananéia, da Paraóquia de São João Baptista de Cananéia.





O evento tem o objetivo de angariar fundos para as necessidades dos cristãos e da Igreja Católica, portanto, a Festa é de extrema importância para a renovação da fé dos cristãos e para o fortalecimento da união na comunidade. A Festa do Padroeiro do Bairro do Ariri acontece desde que a Igreja Católica foi fundada na comunidade, porém houve mudanças no modo em que ela é realizada.
 
 

Atualmente, a Festa apresenta, além da programação religiosa (erguida do Mastro, Confissão Comunitária, Procissão e Missa) há corridas em diversas modalidades, bingos, forrós ao vivo e torneio de futebol feminino e masculino.

 

A primeira noite será animada com apresentação de Fandango com a presença de fandangueiros do Ariri e Família Neves do Marujá.

 

O Ariri, para quem não conhece é a sede do distrito do mesmo nome, criado por Decreto do então presidente do Estado de São Paulo, quando foi estabelecido novas divisas entre São Paulo e Paraná, e o Ararapira foi transferido para o outro Estado. Trata-se de uma zona preservada pelo IBAMA – Instituto Brasileiro de Proteção ao Meio Ambiente, são 64km aproximadamente de estrada de terra, pelo caminho há uma biodiversidade de animais silvestres e em risco de extinção, como: onça-pintada, paca, anta, mico-leão-da-cara-preta, etc.

 

O Expresso Vida prestigia a festa, o folclore e o povo caiçara do Ariri.

 

Roberto J. Pugliese
( foi vereador em Cananéia em 1982 )

Cadeiras de rodas para velhinhos de Cananéia. Campanha.


Sociedade Amigos da Velhice de Cananéia troca lacre por cadeiras de roda. – Vamos colaborar.

 

 
Foto aérea tirada no primeiro quartel do século passado da Comarca de Cananéia.
 
 

A SAVC – Sociedade Amigos da Velhice de Cananéia juntou 100 garrafas PET cheias de lacres de latinhas e trocou por uma cadeira de rodas para a Casa do Idoso.

 

Rosa Mandetta, presidente da Sociedade diz que há alguns meses atrás a Beth Shibuya procurou a organização para saber da necessidade de uma cadeira de rodas, pois já havia entregue uma para a APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cananéia.

 

 “Começamos a acreditar nessa campanha que há anos vem sendo divulgada, mas nunca ‘vimos’ nenhuma entidade receber, até que aconteceu com a gente. Começamos a pedir aos amigos mais próximos para ‘juntar lacres’, mesmo assim a descrença era enorme, mas persistimos. A cada mês levávamos garrafas cheias para a Beth, até que nos encontramos e ela me contou a história. Beth disse que duas amigas de Martinópolis, Nancy Dionízio Basile e Marlene Dinízio Cazersan, contaram a ela e achou interessante para Cananéia, pensou na APAE e resolveram dar as mãos. Quando conseguiram a 2ª cadeira para a nossa cidade, entregue pela Nancy, procurou a Casa do Idoso e verificou a nossa necessidade e conseguimos angariar os lacres com ajuda da cidade de Martinópolis que realizou um mutirão”.

 

O Expresso Vida aplaude os colaboradores e abraça a campanha divulgando a todos os ilustres leitores que ajudem a recolher os lacres para ajudar a quem precisa.

 

Roberto J. Pugliese
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB-SC
Consultor da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registral da OAB.

OAB propõe quinto constitucional nas Turmas e Colégios Recursais.


OAB-Sc – Lajes sai na frente.

 

O Expresso Vida aplaude e divulga a iniciativa da subsecção da Ordem
dos Advogados de Lajes, na serra de Santa Catarina, que propuseram e
entregaram no Congresso Nacional, através da deputada federal Carmen
 Zanotto,  ante-projeto que inclua o advogado no Colégio
Recursal e Turmas de Recurso e Turma Nacional de Uniformização
 de Jurisprudencia, nos ambitos dos Estados e Federal.

 

Pelo proposta os advogados integraram esses
órgãos jurisdicionais na mesma condição do quinto constitucional
que abre espaço para advogados e membros do ministério público.

 

A proposta democratiza amplamente esses órgãos da Justiça
Federal e dos Estados e é de grande relevância para a sociedade
 e para toda classe jurídica.

 

Parabéns pela iniciativa.

 

Roberto J. Pugliese
membro da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registral

 

FONTE: OAB Lages

sábado, 24 de maio de 2014

OAB lança campanha em favor de honorários dígnos.


Honorários Dígnos.

 

O Expresso Vida apoia a campanha no sentido de valorizar os honorários.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados lançou campanha para valorizar os honorários dos advogados. Advogado valorizado, cidadão respeitado.

Para tanto foi lançado um selo para ser impresso nas petições judiciais e também criado uma ouvidoria exclusiva para casos de aviltamento de honorários.

 
 

 “É importante que advogados de todo o país usem o selo em suas petições e, assim, a mensagem por honorários dignos chegue a juízes e promotores, para que se sensibilizem por um tema de extrema relevância, pois trata de um bem alimentar, essencial para que o profissional da advocacia seja valorizado”, afirma Marcus Vinicius Furtado Coelho, presidente do Conselho Federal.

 

O Expresso Vida divulga e congratula-se com a direção da Ordem bem como recomenda aos colegas advogados de todo país aderirem a esta campanha.

 

Roberto J. Pugliese
membro da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registral da OAB
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB-Sc
membro do Instituto dos Advogados de Santa Catarina

Injustiças ambientais: Ministério Público, Instituto Chico Mendes, Cetesb, Floran etc...


Violação da tutela ambiental e as formas eficazes de condenação.

 

Não são raras as violências perpetradas contra o meio ambiente pelo mundo a fora. Inclusive o Brasil tem catalogado milhares de agressões que cotidianamente se dão em todos os cantos, promovidas de modo irracional as vezes, de forma culposa noutras e com frequência, agressões dolosas de arte dos Poderes Públicos omissos ou de agentes gananciosos a serviço do capital, nem sempre de origem nacional.

 
 

 

A legislação e todo aparato normativo brasileiro visando a defesa do meio ambiente, expressa através de incontáveis regras de âmbito municipal, estadual e federal, que desde a Constituição Federal, passando pela dos Estados, pelas leis orgânicas municipais e até por convenções condominiais e direito interno de empresas e sociedade busca formas eficientes de tutela ambiental.

 

No entanto, nem sempre, esse rol interminável de normas é obedecido. Desde a simples proibição de pescar de  cima de pontes até a imposição de defeso para procriação de espécies, o povo ignora e com frequência autoridades públicas fecham os olhos.

 

Fecham os olhos para uns e mantém bem abertos para outros.

 

Mas também há a aplicação estúpida de punições embasadas na legislação que, promovida pelas autoridades administrativas ou judiciais, por denuncias ou medidas voluntárias dos órgãos competentes ou do Ministério Público, provocam o sentimento de injustiça e revolta.

 

Não é elucubração afirmar que empreendimentos vultosos, de grandes  consequências danosas ao meio ambiente são aprovados, com a chancela de todos os órgãos e deferimentos judiciais, por questões que ora favorecem interesses de uns, ora de outros, sem maiores preocupações ambientais.

 

Apenas para lembrar, são shopping centers erguidos em manguezais, como em Florianópolis; são hidroelétricas cujos lagos terão dimensões que avançarão por hectares incontáveis; são desmatamentos e formação de pastos ou até, indústrias que ignoram tratamento de seus dejetos líquidos ou gasosos que expelem para rios, para o mar, lagos ou para atmosfera, com licenças ambientais de funcionamento e até, com o silencio da imprensa e procedimentos regulares esquecidos em gavetas das repartições públicas.

 

Então é o paradoxo.

 

Fecha-se a padaria que exala fumaça de seu pequeno forno, mas  se mantém funcionando a industria química que também exala fumaça e não dispõe de filtros. Fatos frequentes que a sociedade muda e reprimida observa e angustiada desacredita de seriedade das autoridades públicas.

 

O litoral paranaense proporcionalmente trata-se do mais preservado no país, mesmo com a urbanização existente e os dois grandes portos em ritmo de operação total. No entanto, a violação ambiental, com a agressão de órgãos públicos e agentes particulares promovendo contra a natureza é realidade. Como de resto no país que dispõe de precioso quadro litorâneo cobiçado por toda a humanidade.

 

O Poder Publico isola Guaraqueçaba sem a continuidade da BR101 em nome da preservação ambiental mas admite a poluição na baia de Guaratuba por falta de tratamento de esgotos sanitários.

 

E nesse passo temos empreendimentos familiares e rústicos espalhados pela orla, pela ilhas, pelos confins do litoral paranaense sendo condenados à derrubada de pousadas e restaurantes em nome do meio ambiente e os grandes focos poluidores funcionando regularmente. São frequentes as apreensões de produtos agrícolas cultivados por humildes rurícolas do pé da serra, que há gerações sobrevivem ao som de fandango, com o sabor da cataia e peixes e palmitos nativos, enquanto que grandes investimentos se dão em lugares cobiçados patrocinados por multinacionais do lazer.

 

O Expresso Vida expressa indignação pela injusta autoridade pública de todos os poderes que ignora sem sensibilidade histórico e tradição de povos e gentes que são privadas de seus lares ou atividades, enquanto outros, com patrocínio do grande capital, passam como tratores por cima de arvores, rios e de toda a ecologia maltratada.

 

Esse paradoxo é inadmissível. É revoltante. É injusto e desmoraliza o Estado brasileiro. Infelizmente de norte a sul do país a história da injustiça reiterada e constante é a triste realidade que afasta o brasileiro do seu sentimento de brasilidade.

 

Lamentável.





 

As condenações são sempre eficazes para os pobres, para o povão, para o homem anônimo da multidão e, inexistem para os apadrinhados do poder.

Até quando, ( ?) é a pergunta que se faz e não há resposta.

 

O Expresso Vida torna público sua indignação.

 

Roberto J. Pugliese
Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Membro da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registral da OAB.
Sócio do Instituto dos Advogados  de Santa Catarina

Tocantins viola direitos humanos e não cumpre a legislação federal.


Calamidade: Presídios do Tocantins abandonados.

Está clara a falta de política e investimentos em Segurança Pública no Estado do Tocantins. No Cariri, a penitenciaria do Estado e o presídio agrícola, assim como também a prisão provisória de Gurupi, revelam o estado precário desses estabelecimentos.

 

Hoje o sistema carcerário não permite que se cumpra a legislação no Tocantins. Os referidos presídios deveriam estar interditados, no entanto continuam com reeducandos ali internados e com constantes fugas.
 
Presídios estão superlotados.

A sociedade local se sente insegura.

O Expresso Vida deixa patente que não cumprir a Constituição Federal ou do Estado pode resultar em intervenção federal e a lei de execuções penais não está sendo cumprida.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
membro da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registral da OAB –
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos, OAB-Sc
membro do Instituto dos Advogados de Santa Catarina
FOI PRESIDENTE DA OAB-TO -GURUPI
FOI MEMBRO DA COMISSÃO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS DO TOCANTINS.

Feira do bananicultor !


Feira do Bananicultor no Vale do Ribeira.

o Expresso Vida convida a todos os leitores para participarem da IV Feira da Bananicultura  do Vale do Ribeira.



A feira é organizada pela Associação dos bananicultores do Ribeira, ABAVAR e trata-se de evento para produtores de todos os ramos agropecuários e empresas de diversos segmentos relacionados.

A Feira se dará em Agosto nos dias 21, 22 e 23, a partir das 10 horas da manhã, até as 22 horas, no Hangar 116, à rodovia Regis Bittencourt, km 448,na cidade de Registro.

Compareçam. Divulguem

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
membro da Academia Eldoradense de Letras.
membro da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registral da OAB

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Penedo: O restaurante. ( memória nº 88 )


Memória nº 88
Incidente em Penedo e outras histórias.

 

Retornavam de Vitória, Es. Passaram os festejos de primeiro de ano na ilha-capital, estiveram em Guarapari, Penha e nas redondezas passeando.

Foram a procura de um cientista que fabrica vacinas contra diversas doenças e cura outras, inclusive reumatismo, artrose, artrite. As vacinas são enviadas pelo correio e o tratamento que dura aproximadamente 24 meses dá resultado e tem um custo bem barato.

 
 
 

Foram de carro por um caminho alternativo. Evitaram passar pela região metropolitana do Rio e desde Volta Redonda seguiram primeiro pela Rio-Bahia e depois por rodovias estaduais cruzando o sul de Minas Gerais e o pobre e decadente norte carioca. Pousaram na cidade de Anchieta,Es. fundada pelo próprio Santo quando missionário no Brasil Colônia. Lá ele faleceu.

 

Na volta também criaram outra rota alternativa e seguiram por rodovias estaduais bem próximas ao litoral. Sem pressa, no entanto, tiveram que retornar à BR 101, pois a travessia do Rio Paraíba do Sul se faz através de ponte apenas na cidade de Campos, uma grande cidade estrategicamente localizada no centro norte do Rio de Janeiro.

 

Deram uma volta pela cidade e seguiram para Atafona, balneário decadente próximo à foz do Rio Paraíba do Sul, onde o mar está avançando para dentro da cidade. Parte considerável de ruas, praças, avenidas e o pior, prédios e casas uni familiares já foram engolidas, sendo substituídas por água salgada, areia e restos de construções, formando cenário bastante assustador.

 

A cidade está bem judiada. Passaram apenas uma noite e seguiram viagem.

 

Talvez em Atafona ou antes algo não fez bem para Lourenço. Sentiu-se enjoado, com indisposição estomacal bastante acentuada. Em Búzios onde pernoitaram não teve muito interesse em sair da pousada e não jantou bem.

 

No entanto, sem dar importância, no dia seguinte seguiu viagem, atravessou a ponte Rio-Niteroi e foram pousar em Penedo, já bem ao sul, próximo à divisa de Estado de São Paulo e sul de Minas Gerais.

 

Uma cidadezinha colonizada por nórdicos descendentes da Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega, é um brinco precioso, bem organizada, florida, limpa e ponto turístico de fama internacional.

 

Próxima à Rezende, próspera cidade junto ao Rio Paraíba do Sul, Penedo fica bem ao pé da Serra da Mantiqueira e é o portal de entrada do Parque Nacional de Itatiaia, o primeiro parque nacional criado no país, pelo então ditador Getúlio Vargas.

 

Como não estava bem, Lourenço ao chegar resolveu dormir um pouco antes de sair para jantar. Meio febril e zonzo também cansado pela viagem dirigindo desde Búzios, pegou no sono pesado e acordou já ao anoitecer.

 

- Vamos jantar. Vou pedir uma sopa para mim.

 

Realmente Lourenço não estava bem, pois não costuma tomar sopa. Aliás não gosta. Seu paladar exige outros comensais mais fortes.

 

Estacionaram à frente de um restaurante que ainda estava vazio, já que ainda era bem cedo para que os fregueses aparecessem. Atendidos pelo maitre, o salão vazio, diversos garçons pronto para servi-los, sentaram-se e pediram a sopa, pães e bebidas.

 

Passado um certo tempo chegou o jantar e Lourenço começou a tomar a sopa com bastante prazer, já que era capeletti e estava bem temperada e provavelmente com bastante fome.

 

Uma, duas, talvez na décima garfada, sentiu que o estomago embrulhara de vez. Não teve tempo de avisar a mulher, pedir licença e num golpe rápido, levantou-se e correu para o banheiro.

 

- Hum. Roo. Chu...

 

Eram grunhidos altos que o salão vazio, fazia com que ecoasse por todo o estabelecimento. Vomito interminável. Sopa daquele jantar e outros alimentos que não caíram bem, provavelmente desde a passagem do ano em Vitória.

 

Passados uns cinco minutos de vômito ou, como imaginara, a eternidade infinita, lavou-se, molhou a testa e sentido-se bem, aliás otimamente bem, rumou à mesa, sentou-se e continuou a jantar.

 

Cercado por maitre, garçons e sob o olhar incrédulo da mulher, foi questionado diversas vezes:

 

- Tudo bem senhor ? Tudo bem doutor? ( tudo bem, tudo bem, tudo bem... )

 

(..)

 

Ao saírem, o salão já  estava com bastante fregueses esperando o jantar... e para fechar a noite com chave de ouro, o alarme do carro disparou e demorou alguns longos minutos para que cessasse a sirene intermitente.

- Eu não volto nunca mais nesse restaurante, disse decretando com vergonha e autoridade, Lourença esposa.

Roberto J. Pugliese
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Dulço, o jabuti. ( memória nº 87 )


Memória nº 87
Fogo no prédio.
 

Sono pesado. Os recém-casados residem na José Maria Lisboa, entre a avenida Brigadeiro Luiz Antonio e rua Pamplona no Jardim Paulista em São Paulo. Madrugada segue com o silencio e tranquilidade do bloco dos fundos do edifício no 7º andar, quando o interfone toca avisando: Fogo !

 

- Desça imediatamente. Está pegando fogo no prédio.

 

Era a voz do zelador um tanto nervosa avisando que deveriam descer e que estava acordando todos os moradores. Já chamara os bombeiros.

 

Situação difícil até para descrever. Acordar na madrugada com o som do interfone intermitente e ser avisado que está pegando fogo no prédio. Não ter tempo para avaliar o que tem em seu poder, seus documentos, diplomas, retratos... tudo que em quase vinte oito anos de vida conseguira, parte estava ali para ser, eventualmente queimado. Sem alternativa, melhor fugir.

  

Vestem-se rapidamente.

 

Ele olha a sala, o escritório, o quarto vazio ainda pois não tiveram filhos, e com a carteira, chave do carro e mais algumas bobagens, saem correndo, trancam a porta do apartamento e...

 

- Vamos avisar o vizinho.

 

Um casal com o filho moram num apartamento à frente. São chineses. Não falam português. Lourenço bate sem parar na porta social. Demoram para abrir e quando abrem não dão muita atenção. Lourenço segue o caminho da vida. Tentara. Sua mulher já estava descendo as escadas.

 

Muita gente descendo. A escada lotada de moradores. Velhos, crianças, mulheres, homens, empregados domésticos,... todos descendo em passos largos.

 

Lá pelo terceiro andar Lourenço lembra-se que esquecera do jaboti, que permanecia na área de serviço, ao lado da cozinha. Para. Os vizinhos reclamam, pois está atrapalhando o fluxo de gente que desce sem olhar para traz...

 

Permanece parado. Não sabe se desce, sobe ou o que faz. ( Uma tartaruga, tem vida e poderá morrer queimada ) ( ? )

 

(... )

 

Depois de algum tempo os bombeiros já haviam chegado.

 

No pórtico do prédio, no jardim e no hall de entrada, com todos os moradores conversando e esperando a solução. Movimentação geral de militares e moradores. Bochichos gerais... , quando por fim adentra no ambiente, com Dulço, o pequeno jaboti  em uma de suas mãos, Lourenço todo feliz por ter sido herói de si mesmo. Chega sob aplausos de todos.

 

O incêndio foi debelado. Era de pequenas proporções e foi facilmente apagado pela corporação. Os moradores retornaram para seus apartamentos, inclusive Lourenço, Lourença e Dulço.

 

Roberto J. Pugliese
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letra
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras  

terça-feira, 20 de maio de 2014

Poemas de Toda a Vida. ( Obra do professor Sérgio Sérvulo da Cunha)


Sérgio Sérvulo da Cunha lança mais uma obra literária.

 

O santista Sérgio Sérvulo da Cunha lança seu mais novo livro: Poemas de Toda a Vida.

 

Aos 79 anos de idade e com 15 livros publicados na área jurídica e filosófica, o Dr. Sérgio Sérvulo da Cunha adota o sobrenome da esposa e se apresenta como Sérgio Paolozzi, autor literário.

 

“Escrevo poemas desde muito jovem, pois quando meus pais recebiam visitas em casa, era costume recitá-los”, relembra. Mas o autor revela que nunca teve intenção de publicar os pensamentos até que, ao encerrar as atividades no escritório particular de advocacia, deparou-se com toda uma história de vida. “Foi uma forma de passar minha vida a limpo. Sem contar que a poesia toma você”, explica.

 

Publicado pela Editora Nhambiquara, o livro possui 202 páginas.O Autor foi vice prefeito de Santos e advogado da OAB no processo de impedimento do presidente Collor, entre tantas e tantas atividades que deixam seu currículo muito rico. Foi professor de direito na Universidade Católica de Santos e procurador do Estado de São Paulo.

 

Em 1992 Dr. Sérgio Sérvulo da Cunha esteve proferindo palestra na OAB-TO-Gurupi, a convite do presidente Roberto J. Pugliese, à respeito do voto distrital.

 

Roberto J. Pugliese
Autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.

domingo, 18 de maio de 2014

Trabalho Voluntário pelo Vale do Ribeira. ( Memórias nº 86 )


Memórias nº 86
Grupo de Terras  da SUDELPA e Grupo de Assessoria e Participação.

 

Existem fatos na vida que se tornam inesquecíveis. Razão diversa faz com que aquele que a vivenciou jamais esqueça.

 

Lourenço era vereador. Também tinha sido, logo que se formara, professor auxiliar da equipe do Senador Franco Montoro, na PUC, onde era professor titular de Introdução à Ciência do Direito.
 
 
 

Naquela época, já formado, mais próximo do direito de propriedade fizera o usucapião de um sitio pertencente ao seu pai, situado às margens da rodovia Regis Bittencourt, em Juquitiba, Sp e o curador, um jovem promotor da Comarca de Itapecerica da Serra gostara bastante da forma como preparara os autos.

 

No dia da audiência de instrução conversaram Lourenço e o jovem Membro do Ministério Público sobre o processo e outros assuntos.

 

(...)

 

Anos depois, residindo em Cananéia com a família recebe uma ligação dizendo que o governador Montoro assumira e estava montando um grupo para regularizar as terras do Vale do Ribeira e promover uma espécie de reforma agrária local e questionara se ele teria interesse em participar.

 

Integraria o grupo de terras da SUDELPA, com a liderança de Heráclito Sobral Pinto e outros sete profissionais, inclusive aquele promotor de Itapecirica da Serra que o indicara ao governador.

 

Falou com a mulher e refletiu que seria bom. Não iria integrar a administração pública. Apenas prestar serviços. Seria contratado da SUDELPA, e aceitou.

 

A SUDELPA tratava-se de autarquia estadual cujo objetivo era dar assistência ao litoral paulista. – Superintendência do Desenvolvimento do Litoral Paulista. Esse órgão, integrante da Secretaria de Estado dos Negócios do Interior, tinha máquinas para abrir estradas, advogados, engenheiros, técnicos de todas as áreas para dar suporte aos municípios do litoral de São Paulo.

 

Merece registro que àquela época o Brasil tinha diversos órgãos de fomento regionais semelhantes, entre outros a SUDECO, a SUDAM, a SUDENE, a SUDESUL e tantos outros, todos mantidos pela União, que só não incluíam o Estado de São Paulo na área de atuação, o que motivou o governo paulista instituir uma autarquia para esse fim, abrangendo o litoral e o Vale do Ribeira.

 

Conforme fora orientado na quarta feira seguiu para São. Paulo para assinar o contrato de prestação de serviços, mas chegando ao prédio sede da autarquia, à Av. Angélica, foi avisado que não poderia, porque algo inesperado acontecera e que deveria voltar à semana vindoura.

 

No final de semana recebeu outra ligação dizendo que não seria mais contratado. Não entendeu, mas deixou de lado, pois não procurara, e fora convidado.

 

(....)

 

Anos depois, morava em Gurupi, Estado do Tocantins, e como presidente da OAB era bastante  atuante. Sempre na mídia, tinha circulação com os advogados, com a população, com indígenas, com a base da pirâmide social e também com a sociedade política. Exercia o mandato com muita influencia sócio política no Estado que estava nascendo.

 

Recebe uma ligação do então Deputado Federal Edmundo Galdino, do PMDB que estava fundando o PSDB, então dissidente do PMDB, formado pelos chamados honestos e históricos e gostaria de conversar com Lourenço.

 

Galdino era do Bico do Papagaio, extremo norte do Tocantins e a base de Lourenço o sul. O deputado era  cadeirante, pois fora baleado numa confusão entre Sem Terras e Jagunços, quando fora Vereador à Câmara municipal de Araguaina.

 

Em dia e hora marcado chegou o emissário do deputado que iniciou a conversa já acentuando com bastante firmeza: Você é o Lourenço do Vale do Ribeira ?

 

- Sim !

 

- Vi seu nome na parede do jardim e lembrei-me de você? Eu sei porque você não foi contratado pela SUDELPA para integrar o Grupo de Terras...

 

Susto. Fazia dez ou mais anos. Lourenço até se esquecera do que ocorrera e alguém, vindo dos confins do país, sabia da história, ou melhor, da sua história, que ele desconhecia.

 

O emissário, um político profissional, desses do tipo que ora auxiliam um governador, amanhã um deputado, depois vão trabalhar numa autarquia, depois com o senador... e vivem correndo galerias, conhecendo gente, políticos, empresários... Um típico assessor de político. Enfim, o fulano após algumas insistências contou.

 

- ... você foi indicado pelo Dr. fulano de tal, um promotor que te conheceu em Itapecerica da Serra, e disse que você seria a pessoa ideal, pelo conhecimento e disposição, além de residir no Vale do Ribeira. O governador te conhecia: Fora teu professor e também você foi seu auxiliar... Ademais você era do PMDB, fora candidato a Vereador e nada mais justo que determinar sua  inclusão na equipe... No entanto, havia só sete vagas e uma de suas filhas queria que uma determinada pessoa, técnica em alguma coisa também participasse, por isso e por aquilo e o governador tinha que cortar alguém. Optou pelo menos importante, com menos cacife político, com menos popularidade... Optou em cortar Lourenço da equipe. Optou por você, pois não pedira...

 

A narrativa do assessor do deputado Galdino, com detalhes, foi impressionante. Justificou que era membro do Diretório Estadual do PMDB e soube e acompanhou todo o processo.

 

Lourenço ficou pasmo. Soube de detalhes sobre a sua pessoa que desconhecia.

 

Antes, por ser oportuno, merece registrar que estando desde o inicio de sua carreira voltada para o litoral e em especial litoral paulista, integrou o GAP da SUDELPA.
 

 




O Governador Paulo S. Maluf ao assumir o Palácio dos Bandeirantes, criou o GAP, um grupo de assessoramento no qual, seus integrantes seriam pessoas articulados com algum tema, área ou interesse e que poderiam contribuir com ideias, apresentar soluções e ajudar o Poder Executivo governar São Paulo.

 

Foram criados entre outros, o GAP do Hospital das Clinicas, o GAP da USP, o GAP do Instituto Biológico, o GAP da bacia do TIETE, do Vale do Paraíba, do Comercio, da Vasp, da Fepasa, da Agricultura... enfim, inúmeros grupos para assessorar o governandor... e Lourenço se ofereceu e foi nomeado integrante do GAP da SUDELPA, pois queria estar junto e contribuir para melhor governança em Cananéia, Iguape, Itanhaém, Vale do Ribeira entre outras localidades.

 

O governador tinha ao seu lado inúmeras cabeças trabalhando sem qualquer ônus financeiro, dando ideias e se comprometendo com a sua administração. Jogada de mestre.

 

Nesse grupo havia um empresário com fazenda na qual criava búfalos em Registro; outro tinha uma pedreira de mármore em Barra do Turvo; outro era político e fazendeiro de bananas em Itariri e ao todo eram cerca de dez ou doze membros. Lourenço tinha seu escritório de advocacia ainda na Capital à avenida Brasil  e nada mais. Apenas um grande interesse pela região.

 

Lembra-se que não era muito bem prestigiado pelos demais, mas trazia suas ideias e algumas eram aprovadas e encaminhadas ao chefe do Executivo.

 

No final do governo, José Maria Marin, então vice-governador do Estado, no exercício do governo, dada a renuncia do titular para concorrer à Camara Federal, houve uma grande festa no Palácio dos Bandeirantes e entrega de diplomas a Lourenço e demais integrantes.

 

Pela leitura dessas duas passagens observa-se que Lourenço tem uma grande experiência e interesse pela região...




 
 
 
Roberto J. Pugliese
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras