quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cerys Tramontini promove cursos em Florianópolis

A presidente do Centro de Cultura Tibetana promove curso em Setembro próximo na cidade de Florianópolis, Sc. - O Expresso Vida apoia.

Roberto J. Pugliese
membro da cadeira nº35 da Academia São José de Letras.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Pugliese ministrará palestra na ACIF - centro.

 
 
No próximo dia 03 de outubro Roberto J. Pugliese ministrará palestra no auditório da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, às 19 horas, abordando soluções para os imóveis considerados terrenos de marinha.
 
 
O Expresso Vida convida os interessados e agradece a ampla divulgação. Lembrando que essa palestra está ocorrendo, face o elevado número de interessados que não conseguiu, por falta de vagas, assistir a anterior.
 
 
Roberto J. Pugliese
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB- SC
membro da cadeira nº35 da Academia São José de Letras.

sábado, 17 de agosto de 2013

Os extra-terrenos, os bem te vis e o sítio.( memória 20 )


Memória 20
Granja Conceição.

 
Desde o seu nascimento, seus avôs maternos residiam num sítio encravado num distrito de São Roque, município da região de Sorocaba, no interior de São Paulo, isolado por montanhas, sem energia elétrica, telefone e outras condições mínimas de conforto que nos idos de 1950, àquela época,  já existiam.

Situado à apenas 60 km. da Capital de São Paulo, a Granja Conceição tinha em torno de 15 alqueires paulistas, 12 mil galinhas, porcos, cabritos e uma enorme vinha. Seu avô produzia um notabilizado vinho, que ao longo dos anos chegou a ganhar alguns prêmios.

Havia também roça de milho, mandioca, horta, pomar... E muito espaço para que os netos quando fossem para lá pudessem brincar. Havia um lago, um pequeno córrego e não muita mata natural. Existia uma bica de água natural a meio caminho da adega e a casa principal. No barracão junto a casa, onde servia de garagem de um jeep modelo da grande guerra e um trator, havia a carcaça de um jacaré que apareceu por lá e de bobeira virou um bom caldo.

Seus avós foram escolhidos pelos seus pais para batizá-lo, o sendo numa pequena capela erguida pelas imediações, próxima a sede do distrito de São João Novo, recebendo o nome de Lourenço, em homenagem ao santo que tem sua celebração no dia de seu nascimento.

Mas não gostava de lá. Nunca gostou.

Acostumado com o movimento e as peculiaridades da cidade, com televisão, vias urbanizadas e todo o dinamismo de São Paulo, já a principal metrópole do país,  ir ao sítio uma ou duas vezes por mês e passar o domingo, almoçar reunido com outros primos, tios e até alguns parentes mais distantes não era o passeio agradável que poderia o se-lo ou o era para outros.

Ainda que sua avó fizesse o doce de banana com chocolate que gostava e nunca mais teve oportunidade de comer; que seu avô lhe contasse inúmeras histórias e o levasse passear de trator e que se relacionasse bem com seus primos, mais velhos e mais novos, Lourenço preferia ir para Itanhaem, para a praia ou permanecer com a avó paterna e sua família.

Preferências pessoais; Vovó Conceição, tia Leta, tia Nena, tia Sinha, tia Landa  e os primos lhe eram mais queridos... Preferência pessoal.

Entre outras histórias seu avô narrava as pitorescas e inesquecíveis de Pedro Malazartes... Histórias de suas próprias andanças e aventuras de quem ficou órfão de pai e mãe logo à primeira infância.

Lembra-se que foram bem raras as vezes que ficou pelo sítio por algum tempo. Sempre ia com os pais passar o domingo. Mas foram poucas as vezes que dormiu por lá.

Lembra-se que certa vez foi com o avô de trem para o sítio passar alguns dias. A Sorocabana tinha uma linha que de Sampa seguia à Sorocaba e parava em São João Novo, uma pequenina estação. Recorda-se bem daquela viagem bem diferente.

Certa vez estava há alguns dias por lá e à noite, à sombra do  aladim, que iluminava a cozinha, ouviu uma história que seu tio, militar da aeronáutica contava para os adultos:

“...

Então eu era o oficial do dia e naquela noite vimos uma luz no final do campo de pouso. Determinei que uma patrulha fosse até lá. O jeep não conseguia se aproximar. Não funcionava. Ia até certo ponto e parava de funcionar. Eles retornaram e me contaram. Mandei que fossem com outro veículo e o fato, no mesmo ponto da pista, aconteceu novamente. Então, fui eu, mas não consegui chegar. O veículo não funcionava e não seguia. Mais tarde, a luz subiu e sumiu... “

Naquele quadro escuro, meio sombreado pela penumbra escurecida do aladim, com o silencio do sítio numa noite perdida interrompida pelos sons do mato e todo o quadro que visualizava, impunha a Lourenço mais que o medo natural, mas um pavor de sair da sala, onde permanecia escondido e seguir até o quarto, indo pelos cômodos no escuro e  na solidão de seus 8 anos de idade talvez ou 9 e  ir deitar...Mas dormir não.

Nas suas idas à Campo Grande, sempre de avião, pousou e lembrou-se da história que o remeteu à  cidade pequena, estratégica, quase desabitada, em meados de 1950. Uma cidade que recebeu uma noite visitas de seres vindos de outros planetas, galáxias ou de qualquer ponto do universo.

Numa outra ocasião lembra-se que conheceu o pai de sua avó. Um velhinho simpático que se não está confundindo, foi o primeiro prefeito da cidade de Bauru, lugar onde a avó nascera no século anterior. Lembra-se que o velhinho usava um chapéu e bengala.

Por recordar-se dos avós maternos  lembra-se também que num Julho qualquer, provavelmente 1953,ainda bem criança, seus avós foram à Itanhaem e se hospedaram na Vivenda Eloá rancho que seu pai alugara. Lembra-se bem que ao cair da tarde, deitado na rede, no terraço junto com avô Tancredo, ouvia inúmeras histórias, dele, do Pedro Malazartes e que mostravam a prática do bem... Lembra-se que via, naquela situação, as nuvens do final da tarde movimentarem-se e os pássaros  cantarem Bem Te Vi. Seu avô falava qualquer coisa a respeito desses pássaros.

 
Anos depois, quando em agosto de 1970 ajudou a carregar o caixão com o corpo do avô no túmulo da família de seus pais, no silencio da saudades, da tristeza e do momento, prestou atenção e recorda-se que ouviu inúmeros Bem Te Vi manifestarem-se estar presente ...

Lourenço recorda-se com saudades da ternura que Tancredo seu avô e padrinho lhe dedicava. Saudade esquisita da Granja Conceição.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
titular da cadeira nº35 da Academia São José de Letras.

Bananal restaura solar histórico.


Bananal e o Solar Aguiar Valim.

 

O governo paulista irá investir na recuperação do Solar Aguiar Valim na cidade de Bananal, no extremo leste do Estado, na divisa com o Estado do Rio de Janeiro, para adequá-lo para receber a sede da prefeitura municipal.

 

A melhor proposta de recuperação ganhará R$ 700 mil de incentivo. Uma comissão especializada da Secretaria de Estado da Cultura escolherá o projeto vencedor, baseada em critérios técnicos, funcionais e estéticos.


Salvo da deteriorização por uma comissão de moradores formada há cerca de 15 anos, a restauração do prédio sempre esbarrou nas exigências técnicas do Condephaat.


O Solar Aguiar Valim é propriedade do estado de São Paulo, mas uma cláusula de antigo convênio permitiu o uso pela Prefeitura, desde que desse a ele uma utilização pública.

Roberto J. Pugliese
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras
Autor de Terrenos de Marinha e seus Acrescidos, Letras Jurídicas
Autor de Direitos das Coisas, Leud

( Fonte: Folha de São Paulo )

RW BRASIL já está funcionando: Vamos sintonizar e ouvir.


MARCELO FERNANDES CORREA lança rádio na Web.

 

O Expresso Vida aplaude e apóia a iniciativa do radialista Marcelo Fernandes, de Florianópolis  que idealizou e já colocou no ar, no último dia 16, pela web, a rádio RW BRASIL.

O Editorial do lançamento diz:

“ A RW Brasil é – essencialmente, como diz seu slogan, “a inovação do rádio”.
Ela nasceu da vontade de fazer o rádio como ele deve ser feito: com liberdade, simplicidade, autenticidade, espontaneidade.

Até onde se sabe é a primeira rádio web jornalística da sua tribo, que mistura gêneros de comunicação e de jornalismo, através desta ferramenta revolucionária da Internet e suas convergências.
Já se faz muitas coisas parecidas com a RW Brasil. Somando inovações, misturando tecnologias, recriando leituras e entrelaçando possibilidades, a RW Brasil consiste num passo à frente disso. Ela busca a simbiose de uma moderna plataforma digital e com a velha fórmula de se fazer rádio conversando boas conversas.

É um projeto evolucionista, que aponta para uma das tendências da comunicação social e não pretende substituir nada e, muito menos, fazer melhor do que alguém. Busca um caminho a mais para quem acha que fazer melhor é só um começo, uma premissa.
Não é fácil fazer algo simples e verdadeiro. O mundo está cheio de desafios e obstáculos, que nos desviam das rotas principais. O segredo de fazer este rádio é saber, exatamente, driblar estas barreiras e construir o dia a dia deste rádio verdadeiro.

Muitas vezes este grupo de talentos tem encontrado muitas dificuldades para dar consequência à RW Brasil pelo fato dela ser inovadora. Por isso, carrega as complexidades do novo, de não se permitir fazer igual.
Estamos construindo o futuro. Estamos fazendo algo que, em breve, será feito por muitos, de forma múltipla e melhor. Estamos, aqui, rasgando as cortinas do passado e do presente.

Sou Marcelo Fernandes Corrêa, jornalista. Tenho 52 anos, 33 de estrada na profissão, no ano em que a RW Brasil nasce na comunicação social. Sou seu criador, mas não o único criador ou inspirador, muito pelo contrário. Tenho muitos parceiros que caminham comigo e que me ajudam aqui.
Sem dúvida, a RW Brasil não existiria sem eles. Eis os nomes destes pioneiros, que vão se somar, certamente, a outros: Celi, Ari, Eliete, Corrêa, David, Grachell, Diher, Careca, Camila, Amanda, Luiza, Márcia, Maurício, Lucas, Martin, Calo, Maria, Edu, Walter, Emílio, Antunes, Fábio, Mário, Ricardo e todos mestres e colegas que me ensinaram chegar até aqui. “

A rádio está funcionando em caráter experimental e trata-se de um projeto inédito. Vale a pena navegar pela rádio.O Expresso Vida convida a todos os seu leitores sintonizarem a RW Brasil. -rwbrasil.net
Parabéns Marcelo, boa sorte, e como sempre, sucesso.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras
Autor de Terrenos de Marinha e seus Acrescidos, Letras Jurídicas
Autor de Direitos das Coisas, Leud

 

Funcionalismo público. Mais outra injustiça.


Funcionalismo público e as mordomias institucionais.

 

Não faz muitos anos o funcionalismo recebia proventos comedidos. Os servidores públicos de todos os Poderes da República e da administração descentralizada, em todos os entes federativos, percebiam suas remunerações cujo valor, salvo raras exceções, eram condizentes com as funções exercidas.

As exceções eram bem pontuadas a certos cargos indispensáveis.

Ademais, muitos Estados e Municipios, tinham como prática o pagamento de seus funcionários sempre tardiamente. O atrazo era usual. Raras exceções distorciam o quadro que era bastante desalentador.

O funcionário era mal visto por trabalhar desmotivado e assim não cumprir com suas obrigações e tornava-se objeto de chacota popular, notadamente em São Paulo, onde o servidor público nunca foi bem visto pela maior parte da população. A dinâmica social empreendedora e iniciativa embasada no trabalho e no capital, bem distante de motes que se constituem nas  raízes dos servidores públicos fazem de São Paulo um lugar diferenciado.

Ajunte-se a esse quadro que mesmo sendo objeto de norma constitucional e legislação ordinária que impunha já ao tempo do Estado Novo do caudilho gaucho, sempre se dava um arranjinho para encaixar um servidor sem o crivo do concurso público. Um parasita ou alguém que ficaria encostado numa repartição, sob a guarda de um influente político.

Durante décadas esse quadro persisitiu de norte a sul, sendo em alguns lugares, mesmo achincalhados pelos míseros proventos, o melhor meio de sobrevivência de quem não possuía alternativa para valer-se do capital e empreender seu próprio negócio ou de capacidade para aventurar-se na cobiçada iniciativa privada.

Com os anos de chumbo paulatinamente o quadro descrito começou a mudar. Mudar para transformar o agente público de todas as categorias e funções, espalhados por todas as unidades da federação e prestando serviços aos Poderes Públicos, a esse quadro de nababos e ultraprotegidos que se vê.

Nababos  que se valem de legislação especial que os tornam detentores de situação social radicalmente diferenciada do trabalhador e do empreendedor da iniciativa privada.

Não é exagero, mas desde o contínuo de qualquer Poder da República em qualquer repartição, tem garantias e situação privilegiada que deixa o particular com inveja e o empresário por conta, face a má administração do erário público.

Os cargos funcionais são exageradamente diferenciados em garantias e resultados financeiros. Os funcionarios militares igualmente e com maiores favores do Estado e os cargos políticos saem da normalidade e da plausibilidade conveniente ao bem comum e a situação social generalizada do país.

E quanto maior o rendimento do servidor público mais ele investe fora do país. Férias na Europa. Apartamento em Miami. Curso para os filhos em academias renomadas pagas. Enfim, o servidor público que deveria ser exemplo de retidão e princípios, servindo de paradigma para a população copiar e seguir o exemplo bom, passa a ser símbolo da mordomia, seja um simples escriturário do Banco do Brasil ou da Petrobrás; seja um engenheiro do Ministério de Minas e Energia ou um dos consultores da República, os altos vencimentos pelos padrões distorcidos provoca inveja e ira, diante do quadro real do país.

A injustiça do país se torna mais evidente e comprovada quando se compara o funcionário público e suas regalias e o empregado da iniciativa privada. Até quando essas distorções permanecerão?

O Expresso Vida não concorda com as injustas distorções existentes entre os servidores públicos e entre esses e a iniciativa privada. Lamenta e apóia o fim dessa injustiça. E junta-se àqueles que exigem mudança radical e imediata.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras
Autor de Terrenos de Marinha e seus Acrescidos, Letras Jurídicas
Autor de Direitos das Coisas, Leud

Equador enfrenta Colombia. Crise militar.


Crise Equador x Colômbia.

 
Após a morte de um militar equatoriano -- outro ficou ferido na madrugada de quinta-feira (08/08) após combates com “forças irregulares” na região de fronteira entre o Equador e a Colômbia --, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse que não irá tolerar agressões vindas do território colombiano.

Ele lamentou a morte do tenente Diego Maldonado, de 28 anos, comandante de uma das duas equipes equatorianas que atuava perto da localidade de Puerto Mestanza, território equatoriano. O cabo Raúl Montachana foi ferido e transferido a um hospital, onde permanece estável.

“No Equador não irá haver tolerância com grupos armados e portanto o melhor que têm a fazer é se entregar imediatamente para responder às suas responsabilidades e comparecer frente à justiça equatoriana ou à justiça colombiana", enfatizou Patiño, em referência aos supostos autores do atentado, ainda não identificados. "Queremos insistir às autoridades da Colômbia para que reforcem a segurança em suas fronteiras, solicitamos mais controle para que não haja incursão armada. Seremos implacáveis na defesa do nosso território e dos equatorianos", completou.

O chanceler não informou o nome do grupo que participou do confronto, mas disse que os indivíduos não obedeceram ao aviso do comando de baixar as armas e se entregar. O governo colombiano ainda não se pronunciou sobre a identidade do grupo, porém, a imprensa colombiana diz que guerrilheiros da Frente 48 das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) – que atuam na região – teriam atacado a unidade de segurança de fronteira equatoriana.

A ministra de Defesa, María Fernanda Espinosa, disse que o exército colombiano colaborou, no seu lado da fronteira, para repelir os agressores. A equipe equatoriana atuava na detenção de entradas irregulares de pessoas no território do país. O governo do Equador informou que cinco pessoas do grupo colombiano foram mortas no combate e que dois deles foram detidos e estão sob custódia equatoriana para serem entregues à Colômbia.

A fronteira, de 720 quilômetros entre os dois países, é fluvial, separada pelo Rio Putumayo. Na mesma região, o exército colombiano matou Raúl Reyes em 2008, na época um dos líderes das FARC, abrindo uma crise diplomática com Quito após a invasão não autorizada do território. Atualmente o governo equatoriano tem mais de oito mil homens que fazem a patrulha da fronteira entre os dois países.

O Expresso Vida aguarda com atenção o desenrolar de mais essa crise política internacional entre o grupo independente latino americano e os alinhados ao império.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
autor de Terrenos de Marinha e Seus Acrescidos, Letras Jurídicas.

( Fonte: Com informações da EBC e TeleSur )

Getúlio Vargas o crápula venerado pela esquerda brasileira.


 

Vargas, a grande mentira tupiniquim.

 

Que balela a vida do ditador que mudou a história do país cuja herança permanece viva até os tempos atuais. Graças a truculência política que interrompeu o ciclo histórico designado por I República, o Brasil paulatinamente teve alterado os rumos de seus destinos  naturais e hoje sofre conseqüências do fantasma do caudilho símbolo da esquerda, dos trabalhistas, dos comunistas, dos socialistas e tantos e tantos istas ingênuos que nunca se aperceberam pela leitura mais atenta de sua biografia.

Sua vocação ditatorial sempre se fez presente em todos os atos de sua vida pública, controlando a ferro e fogo a política do Rio Grande, seu Estado natal, aonde chegou à presidência do Estado ( cargo equivalente a governador ) massacrando sem qualquer clemência seus adversários. Distante e isolado do coração do país, no Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas impunha suas vontades ignorando o Congresso do Estado ( àquela tempo os Estados tinham Assembleia e Senado ) e agindo sem respeitar a ordem jurídica.

Rápido, não titubiou, nem pensou duas vezes, aproveitando o incidente que causou a morte do candidato a vice presidente da república de sua chapa, o paraibano João Pessoa, e apoiado num  fantasioso clamor social que não existiu, juntou as tropas da força militar do sul, e mandou os comandantes militares gaucho tomarem o poder. Derrubou o presidente que cumpria o fim do mandato e impediu a posse do presidente que se elegera ganhando as eleições, inclusive dele.

Depois de assentada a poeira, seguiu de trem para o Rio e tomou posse como presidente de uma república que sofria naquele distante 1930 o primeiro de tantos repetidos golpes. Golpes, diga-se por oportuno, que surgiram e seguiram no estribo iniciado pelo caudilho.

E sem perdão foi implacável com seus inimigos. Inventou inimigos e  não teve compaixão. Foi um ditador completo. Gerenciou com mão de ferro os poderes da república e extinguiu a federação. A principal razão política da queda do império e proclamação da república, que fora a instituição da federação no país de enorme dimensão territorial ele ignorou e fez da república de estados unidos, uma república unitária. Mandava em tudo. Fechou o congresso nacional e dos estados. E os juízes seguiam sua cartilha. Ele era o cara.

Quis apagar da cultura nacional a federação. Até as bandeiras dos Estados e dos Municipios mandou queimar. Hinos foram apagados... O Brasil era ele.

Tomou de assalto os poderes da república e permaneceu no comando geral por 15 longos anos. Longos e intermináveis anos de violência física e horror. Seus adversários foram tratados com o máximo rigor. Foi covarde, bruto e estúpido. Suas grandes obras foram os presídios, as masmorras e as torturas. A Ilha Grande, a ilha Anchieta e Fernando de Noronha, entre outras ilhas do litoral brasileiro se tornaram depósitos de seus inimigos. Sem perdão...

Durante os 15 anos, tempo que num regime democrático e dentro de ordem jurídica ordinária seriam 3 mandatos, 3 legislaturas, enfim, 3 administrações, não executou nada: Ao contrario, se postando de nacionalista, entregou o sangue dos brasileiros para os aliados que o submeteu à guerra que o Brasil não tinha razão de participar, e entregou riquezas naturais, com destaque para as minas de ouro de Minas Gerais, Maganes do Amapá, Monaziticas do Espírito Santo e por aí vai... entregou tudo. Até quem lutou pelo petróleo que jorrava à vista de todos ele mandou prender.

Um ditador vendido para os americanos ludibriou o nordestino faminto que fugia da seca e o mandou, na condição de soldado da borracha, para o inóspido interior da selva do Acre e largou esquecido à própria sorte milhares de ingênuos brasileiros... Mortos pela adversidade e pelas saudades.

O Getúlio não media conseqüências. Mandou nossas tropas para o inferno da guerra na Itália e para o inferno verde da floresta acreana para se manter no trono que ergueu no Catete. E daquele palácio, por quinze anos, ignorou as necessidades do brasileiro e a potencialidade do país. O manteve um exportador de matéria prima e café. Manteve a monocultura cafeeira que tanto combateu apontando a elite agrária paulista como culpada pelas mazelas da república que derrubou.

Esse é o homem símbolo de uma hipocrizia que se idolatra. Um truculento civil que agiu com o mesmo rigor de militares e  fez o país estagnar: Na educação e cultura, não criou uma universidade federal; na infra estrutura, manteve o país isolado, sem estradas de rodagem, sem portos e aeroportos. Um imenso pais dividido por falta de estradas.

Um crápula que tinha no seu famigerado chefe da policia o homem de sua confiança... Um canalha que do Catete, de bombachas e chicote nas mãos tratava o povo como nos pampas se trata cavalos.

Durante 15 anos o Brasil permaneceu sobrevivendo da produção do café e sua exportação, mantendo-se a monocultura como único produto de brilho internacional. Não soube industrializar o país, apenas manteve a indústria paulista que as próprias expensas e enfrentamentos sobreviveu a todas as perseguições que impunha.

Não diversificou a economia e o Nordeste permaneceu às escuras,  sem escolas, na mão de usineiros de sua confiança, que também escravizaram o povo os mantendo na ignorância e no terror. Nos 15 anos de mando, sem limites, não se encorajou em promover a reforma agrária, até porque, era também latifundiário. E assim promoveu meios para que a elite rural tivesse forças e concentração de poder e renda que até hoje se observa e conduz seus desejos sem se importar com a miséria que a rodeia.

Esse é o mito Getúlio Vargas idolatrado como o pai dos pobres. Pai dos ignorantes que nunca se aprofundaram em estudar sua biografia pois, de sua trajetória não se aproveita nada. Nada !

O Expresso Vida e seu editor divulgam esse texto, simples e singelo, para que aqueles que acreditarem, o divulguem para desmascarar o mito que enganou o país por longos 15 anos e mais 3 outros, até covardemente fugir do espelho e se matar.

 Getúlio Vargas foi e é a grande mentira que engana por longa data idiotas que vêem nele um símbolo de algo que não existe. O símbolo do nada.

Roberto J. Pugliese
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presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
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PUGLIESE JÚNIOR ministra palestra na UNIMAR !


 

PUGLIESE JÚNIOR ministra palestra em Marília.

De 19 a 23 de Agosto de 2013, acontece em Marília/SP, a XX Semana Jurídica - Dr. Gustavo Lopes Pires de Souza, no Anfiteatro da Reitoria da Universidade de Marília, Unimar.

O evento, que contará com a presença de grandes juristas e renomados profissionais da área do Direito Desportivo do Brasil e do exterior, homenageia o advogado mineiro Dr. Gustavo Lopes Pires de Souza, mestre em Direito Desportivo, pela imensa colaboração deste Professor com a Universidade, além de ser uma das principais referências na matéria.

Dentre os expositores confirmados, o advogado Roberto Pugliese Jr., sócio da Pugliese e Gomes Advocacia, será responsável pela palestra “O Departamento Jurídico dos Clubes de Futebol e a Relação com os Atletas” que encerra o segundo dia do evento.

O Expresso Vida prestigia e apoia o evento. Convida aos interessados para participarem.

Roberto J. Pugliese
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presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Membro da Academia Eldoradense de Letras
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sábado, 10 de agosto de 2013

Lourenço recebe ministro no Clube ! ( memória nº 19)


O  ministro e o Iate Clube.

 

Quem conhece Itanhaém sabe muito bem do lugar privilegiado pela plástica natural que é o Porto Novo. Na Prainha, o Iate Clube fica estrategicamente situado entre o morro e o rio.

 

Entre a ponte e o Iate Clube, ao longo da orla fluvial há uma alameda, e algumas casas dispostas de frente para o rio, são privilegiadas pela vista e demais condições naturais.

 

Numa delas, José Pires, ou como os amigos mais próximos chamam, Zeca Pires, irmão de Guiomar com quem esteve nas trincheiras de 1932 defendendo São Paulo e a Revolução Constitucionalista e Lauro outro irmão, também freqüentador da cidade e do clube.

 

Lourenço é ainda amigo de Alexandre, filho de Guiomar, a professora do colégio de freiras, e conhecia bem seus tios. Freqüentava aquela casa, cuja lembrança mantém ainda na memória.

 

Zeca à época, nos anos que corriam em 1960,  talvez tivesse mais de 60 anos e era o proprietário do bangalô. Mas pouco freqüentava. Vivia em Brasília, envolvido com política e políticos. Trabalhara com o ministro Jair Soares  que foi governador do Rio Grande do Sul, e tempos idos, fora prefeito de Miracatu, uma pequena cidade no Vale do Ribeira, mais ao sul cerca de 100 km.. Sempre envolvido com cooperativismo e agricultura.

 

Vivíamos os anos de chumbo e o ditador da época era Gisel, o truculento General do Exército que tinha como seu Ministro da Agricultura, um mineiro de Banbuí, Alysson Paulinelli, bastante moderado para o clima político daqueles tempos perversos.

 

Lourenço estava no Iate Clube no final de uma tarde de sexta feira. Era ferias de verão e por alguma razão, naquele crepúsculo não havia ninguém, salvo os empregados que estavam, se  organizando para enfrentar o final de semana, muito concorrido como de praxe durante as ferias.

 

Para sua surpresa, vindo do interior para a rua, pois o clube estava vazio, no jardim que existia à época entre a piscina e a quadra de basquete, se depara com o ministro da Agricultura. Sozinho, meio perdido, sem saber bem o que fazer. O Ministro da Ditadura entrara no clube sozinho e estava perdido entre a quadra de basquete e a piscina.

 

Surpreso Lourenço o encara numa distancia de 30 ou até menos metros vendo se haviam outras pessoas que o acompanhava. Seguranças, amigos, diretores… enfim, alguém, mas o Ministro estava sozinho, motivando fazer as honras da casa e apresentar-se.

 

Lourenço saudou com respeito o Ministro que se justificou dizendo que estava aguardando seu amigo chegar e que por sua orientação que ainda estava no banho sugeriu que fosse para o Clube.

 

Diante da situação que se apresentou, Lourenço não teve outra alternativa e  fez confidente as honras da casa. Sugeriu mostrar a autoridade chegante as instalações. Enquanto Zeca não chegou, levou o Ministro até a Praia das Saudades, mostrando a garage de barcos, as quadras de bochas, bares, boates e demais dependências.

 

Esse quadro deve ter passado por volta de 1978 ou no ano seguinte.

 

Para lá e para cá quando Zeca Pires chegou Lourenço entregou o Ministro ao verdadeiro anfitrião, foi para sua casa e comentou o fato.

 

Roberto J. Pugliese
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
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Autor de Direitos das Coisas, Leud

Um breve poema !


Organizar a esperança,

Conduzir a tempestade

Romper os muros da noite,

Criar sem pedir licença

Um muro de liberdade.

Trabalhar a dor, trabalhar o dia,

Trabalhar a flor, irmão!

E a coragem de acender a rebeldia!

Convocar todos os sonhos

E as mãos das companheiras

Feitas de espera e de flor,

Tecendo nossas bandeiras

Na trama de cada dor.

(Pedro Tierra)
 
OO
O Expresso Vida publica a poesia de Pedro Tierra solidário as doces, porém, firmes palavras do notabilizado poeta das massas.

Roberto J. Pugliese
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titular da cadeira nº 35 da Academia São José de Letras.

JORNADA DE SAÚDE !


O Expresso Vida apoia o evento à realizar-se pelo SESC - Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, dia 20 de Agosto de 2013.

Roberto J. Pugliese
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presidente da COmissão de Direito Notarial e Registros Publicos - OAB.Sc

Festa de Nossa Senhora dos Navegantes !

Festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Cananéia é tradicional e tem a pitoresca procissão marítima em que os pescadores principalmente e diversos outros barqueiros acompanham a imagem que navega ao largo da cidade.

O Expresso Vida prestigia e apoia a festa popular.

Roberto J. Pugliese
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lembranças da querida Vovó Conceição. ( memórias 18)


Vovó Conceição.

 

Lourenço foi muito ligado à sua avó paterna. Sintonia plena. Conceição foi uma senhora muito querida. Adultos, parentes, amigos da família, estranhos que a conheciam tinham ótima impressão e gostavam da Dona Conceição. Vizinhas, irmãs e irmãos. Os primos de Lourenço também a tinham muito querida, porém, ele era o neto querido. ( acredita ).

 

E por estar assim próximo à avó, numa determinada ocasião, talvez 1958 foi passar com Concheta, como era também conhecida entre as amigas e a tia Leta, a caçula da família, quinze dias em Poços de Caldas.

 

Foram levados pelo pai que passaram com a mãe, a avó, a tia um final de semana. De São Paulo para lá só havia asfalto até Campinas. As demais estradas eram de terra batida. Muita poeira.  Mas qualquer 4 ou 5 horas de viagem foi o suficiente. Ou mais.

 

Águas termais por recomendação médica e o neto foi junto. Seu pai deu algum dinheiro para gastar com algum sorvete ou gibi... Enfim para alguma pequena despesa que lhe agradasse. Havia carrocinhas puxadas por  bodes e cabras...

 

Lourenço ganhara uma carteira  de plástico que tinha estampado as fotos dos 22 jogadores de futebol que foram à época  campeões do mundo na Suécia. Lembra-se que na fileira de cima os titulares ( Gilmar, Djalma Santos, Beline, N. Santos, Dino, Orlando, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo ) e em baixo, os reservas.( Castilho, De Sordi, Mauro, Zózimo, Zito, Oreco, Joel, Moacyr, Mazzola, Dida e Pepe )Recorda-se que a cor que prevalecia na carteira era amarelo. Lá guarneceu os valores recebidos.

 

Logo à primeira ou segunda noite foram os três ao  cinema e... Lourenço perdeu a carteira. Voltaram no dia seguinte e mesmo com a intervenção da tia que pediu que ascendessem as luzes não lograram êxito na busca.

 

Perdeu a carteira de dinheiro com o  que ganhara para passar os dias de férias. Dois prejuízos bastante sentido.

 

A lição valeu. Passaram-se mais de 50 anos e Lourenço nunca mais perdeu nada, pois soube se educar para não esquecer objetos ou dispô-lo de modo a cair de bolso ou vir a perder de uma ou outra forma. Tornou-se obcecadamente cuidadoso e sabe zelar por apetrechos que carrega: chaveiros, carteira, lenço, óculos são acessórios que zela com bastante atenção.

 

Noutra ocasião, ele e a avó, foram à Porto Ferreira, na casa da tia Landa e de lá para Tambaú, com o tio Maneco, visitar o padre Donizete que abençoava as pessoas.

 

Estrada de terra. Foram de carro de aluguel.

 

Recorda-se também que noutra oportunidade ficaram alguns dias em São Vicente: ele, a avó e talvez a tia Leta.

 

Lourenço estava sempre grudado com a velha senhora nascida em Taubaté que, após sua morte,em 1964, foi homenageada tendo  o seu nome emprestado à uma rua do bairro do Butantã na capital.

 

Passados quase 50 anos da morte da avó, Lourenço sente saudades e guarda lembranças queridas e ternas.

 

Muitas saudades.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc

Jango, vítima da ditadura.


A estranha morte de Jango


 

O Expresso Vida traz ao conhecimento de seus leitores o depoimento colhido no texto de Mário Santayana que reputa muito importante e interessante, cujo resultado a ser apurado será de valia histórica para toda a nação.

“ A família de João Goulart autorizou a exumação de seus ossos, a fim de que se averigue a causa de sua morte – atribuída a um ataque cardíaco. O presidente deposto era, desde jovem, cardiopata, e isso facilitou a versão oficial para o óbito prematuro. Jango morreu aos 57 anos. Sobre o assunto tenho depoimentos a dar. O primeiro deles é sobre a personalidade serena de Jango. Conheci-o em seus primeiros meses como Ministro do Trabalho, em visita a Belo Horizonte.

Como repórter, acompanhei-o em seus encontros com os líderes sindicais de Minas. Eu o veria várias vezes nos anos seguintes, antes de com ele conviver no exílio em Montevidéu. Jango foi fiel à memória de Vargas, a quem dedicava afeto de filho. Suas idéias eram as de Getúlio. A ele devo manifestações fortes de solidariedade naqueles anos sombrios.

 

Quando Lacerda morreu, Tancredo Neves comentou comigo suas suspeitas. Era curioso que as três personalidades mais fortes da oposição ao regime militar, e que haviam estabelecido uma aliança para a recuperação republicana do Brasil, morressem uma depois da outra: Juscelino em agosto e Jango em dezembro de 1976, e Lacerda em maio do ano seguinte. “Se todos morreram por acaso, isso só pode ser proteção de Deus ou do Diabo aos militares”. Como já estivéssemos no processo conspiratório para a redemocratização do país, Tancredo abriu a camisa, mostrou a medalha que trazia no peito, e disse contar com seus santos protetores, entre eles São Francisco de Assis.

Os inúmeros depoimentos conhecidos mostram que os Estados Unidos não hesitam em livrar-se de seus inimigos, reais ou imaginários, por todos os meios. Quando lhes convêm, contratam sicários para a tarefa sórdida, como fizeram, ainda no festejado governo Roosevelt, ao recrutar o sargento Somoza para matar Sandino e, em seguida, entregar-lhe o governo da Nicarágua. Da mesma forma atuaram, ao apoiar, ostensivamente, o general Pinochet a fim de dar o golpe, bombardear o Palácio de La Moneda e dar fim a Salvador Allende, presidente do Chile. Quando isso não é recomendável, ou não dispõem de assassinos confiáveis, usam seus próprios agentes. Eles o fazem no “interesse da pátria”.

Conhecer a verdade sobre a morte de Jango, se ainda é possível descobrir as provas de possível assassinato, 36 anos depois, é um direito de seus familiares, e, mais do que seu direito, direito da nação. Se isso ocorreu, provavelmente os responsáveis pelo assassinato ainda poderão ser localizados – e pagar pelo seu crime. Se forem agentes estrangeiros, só um vazamento nos revelará a agressão.

Mas o conhecimento do crime será advertência severa contra aqueles que, em nome da “ordem”, ou de qualquer outra idéia, pregam a supressão da liberdade e submissão dos povos ao terror do Estado ditatorial. “

Enfim, há grande interesse público no resultado desses exames, que poderão esclarecer fatos que hoje são palcos de suspeitas e presunções.

Roberto J. Pugliese
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras

( fonte Por Mauro Santayana, em seu blog:))

 

Carta Aberta - Advogado x magistrado


 Dr. Nilso Costa publica repúdio a Magistrado.

 Carta Aberta subscrita por um advogado.

 

O Expresso Vida transcreve correspondência publicada por advogado que milita no conflito entre ocupantes da Fazenda Cutrale no Estado de São Paulo. Vejamos:

 

Na tarde do dia 02/08, fui até o gabinete do juiz da segunda vara de
Lençóis Paulista, despachar um petição pedidno o deslocamento de
competencia da justiça estadual para federal, para julgar ação de
reitegração de posse da fazenda Santo Henrique, em Borebi/SP, que
pertençe à União (governo federal) e está grilada pela empresa
Cutrale (o deslocamento era cabivel uma vez que ja existe ma ação
anulatória de matricula combinado com reivindicatória, na qual a
justiça federal ja deferiu liminar em favor da União bloqueando a
matricula do imóvel) o fato que me chamou a atenção foi o seguinte,
enquanto aguardava o Juiz na sala de audiencia, o ecrevente de sala
atendeu um telefonema e prontamente disse "o Dr. està ocupado no
gabine, o senhor pode ligar mais tarde?"

 

... em seguida ouvi uma série de afirmação do escrevente do tipo, sim, sim, entendo, só um minuto vou chama-lo" , pensei logo que fosse algum desembargador que precisaria falar urgente com o juiz (pelo grau de subordinação), ou alguem de sua familia com um caso urgente (pela gentileza) ou algo parecido, o homem rapidamente bateu na porta e disse ao juiz Dr. é o Advogado da cutrale que quer falar com o senhor sobre o caso de Borebi, o Juiz veio rápidamente, me pediu para aguardar no corredor após alguns mitutos me chamou, sequer ouviu o que eu disse e em poucas linha despachou afirmando que embora houvese uma decisão da justiça federal não havia interesse da união que justificasse o deslocamento.


Nilcio Costa

OAB/SP. 263.138

 

A nota é grave e deve ser apurada. Quer junto a Ordem, quer junto a Corregedoria Geral de Justiça, quer junto ao Conselho Nacional de Justiça e trazido à público o seu resultado.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
( Fonte – Renap )

TJSP desagrava Magistrada.

Conflito entre Ministério Público e a Magistrada.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO DESAGRAVA MAGISTRADA.

Pela primeira vez, a Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo abriu suas portas para defender a independência funcional de um de seus magistrados. O ato público de desagravo à juíza Luciana Cassiano Zamperlini Cochito realizado dia de 19 de julho, às 13h30, sob o comando do presidente Ivan Sartori, reuniu representantes de associações e entidades de magistrados, desembargadores e juízes do Judiciário paulista.

A magistrada foi ofendida pelo Promotor de Justiça de Fernandópolis, comarca onde atua. Ao rejeitar e condenar o Ministério Público por litigância de má fé, a Associação Paulista do Ministério Público fez uso, no último dia 12, do plenário da Câmara de Fernandópolis para ato de desagravo ao promotor Denis Henrique Silva, com o objetivo de incitar a opinião pública contra ato típico do Poder Judiciário.

Interessante o conflito entre o Poder Judiciário e o Ministério Público paulista. Vale a divulgação.

O manifesto do desembargador Sidney Romano dos Reis disse que o ato de desagravo feito pela Associação Paulista do Ministério Público atingiu toda a Magistratura paulista representada na pessoa da juíza Luciana. “Toma muito mais gravidade ao verificarmos que o ato de agravo à colega foi presidido por uma associação de representantes do Ministério Público. O mínimo que se espera das associações e dos seus profissionais é o zelo pelas prerrogativas próprias. É inadmissível qualquer ataque a decisão judicial, sendo cabível recurso pelas vias próprias. O ataque que foi feito à colega demonstra não apenas o desrespeito, mas, sobretudo, despreparo para vida profissional.”

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, desembargador Henrique Nelson Calandra, disse que queria homenagear a colega Luciana, “pois é por meio de nossas sentenças independentes que a sociedade pode ter um Judiciário forte e unido. Este ato traz novo alento à Magistratura.”

Diversas autoridades judiciárias do Estado de São Paulo se manifestaram.

O Expresso Vida mais uma vez divulga estarrecido as mazelas dos Poderes Públicos brasileiros na contemporaneidade. Perplexo observa que na verdade a grande preocupação é a vaidade de seus integrantes e o interesse da sociedade fica noutra plana, bem distante, quem sabe do fim principal do Estado, que é o bem comum.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc

( Fone Comunicação Social TJSP – RS (texto) / AC (fotos) imprensatj@tjsp.jus.br )