domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um Papa Ficha Limpa !


Considerações sobre o Papa, o Papado e a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

 
Sua Santidade o Papa resolveu renunciar. Ato unilateral. Pessoal, próprio, jurídico de efeitos políticos. O  ato, uma vez celebrado nos termos da legislação cananonica, é irrevogável e irretratável. Por enquanto, ainda não houve o ato jurídico, apenas manifestação da vontade a ser firmada. A ser firmada.

 Uma vez concretizada a vontade de SS o Papa, o Vaticano, Estado Soberano encravado em Roma, na Itália, convocará os eleitores para eleição de novo sucessor do Excelso Trono de Pedro.

 Apenas os Cardeais, bispos condecorados com esse título, poderão votar. Apenas esses. O eleito poderá ser ou não membro do clero. Sim: Qualquer cristão poderá vir a ser escolhido e ocupar o trono na condição de pessoa infalível que representa a Igreja Católica, o Reino do Ceu e o Estado do Vaticano. Soberano com todas as letras.

 Quem é o escolhido? Quem será o eleito? O que os Católicos Apostólicos Romanos querem da Igreja e querem eleger como seu maior mandatário?

 A resposta é difícil de te-la à mão. Mas uma coisa é certa. A Igreja está em crise e precisa mudar. Reflita: o tema é sério e o mundo, além dos católicos e dos Cristães tem interesse na resposta.

 Eu, particularmente, escolheira Don Pedro Casaldaliga, o Bispo emértio que hoje se encontra em lugar incerto ou não sabido porque os latifundiários do Mato Grosso o juraram de morte e ele está protegido pelo Estado brasileiro.

 Votaria no Bispo, independente de origem ou nacionalidade, que seguisse a cartilha escrita por Jesus Cristo e que ao longo dos anos, foi mal interpretada pelos leitores e críticos do Evangelho.

 Se pudesse votar num suplente, meu voto seria para Leonardo Boff. Um padre arrependido, punido pelo atual demissionário, que abandonou a batina e passou a lecionar.

 São hipóteses que jamais serão concretizadas. A mídia mundial, controlada pelos donos da verdade, que escrevem e publicam apenas o que querem, vão organizar condições para que seja eleito um sucessor a altura do demissionário, braço direito do já finado e hoje beato João Paulo II. Vai colocar, se depender da mídia do capital, outro agente da CIA. Prestem atenção. Aguardem.

Jamais o Conclave, formado na grande e quase absoluta maioria por Cardeais nomeados ao longo dos últimos 20 anos, não votará em nenhum sucessor de Pedro simpático a Teologia da Libertação.

 Pedra no sapato do capital e assim da Santa Sé. Quem está no interior da América Latina ou é teólogo que defende a ecologia e a Libertação, copiando Jesus, combatendo o trabalho escravo, defendendo o progresso sustentável, quilombolas, indígenas e outros excluídos não pode assumir o trono de ouro que será herdado.Não se permite se quer a discussão do celibato e outras questões fechadas e decretadas impróprias pelo Vaticano.

 A realidade é hoje. Após tantos anos ter falecido SS Paulo VI, praticamente não há mais bispos e cardeais com sensibilidade suficiente para adotarem nas respectivas posturas a Teologia da Libertação. Assim, dificilmente  será eleito o meu candidato.

 - “Malditas sejam todas as cercas! Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e amar! Malditas sejam todas as leis amanhadas por umas poucas mãos para ampararem cercas e bois, fazerem a terra escrava e escravos os humanos.”

Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia e um dos maiores defensores dos direitos humanos no país, foi marcado para morrer (novamente) no final do ano passado. Aos 84 anos e doente, teve que deixar sua casa por conta das ameaças surgidas em decorrência do governo brasileiro, finalmente, ter começado a retirar os invasores da terra indígena Marãiwatsédé, Nordeste de Mato Grosso – ação que sempre foi defendida por ele.
Assim, diante da real verdade dos fatos, só resta a humanidade aguardar o desfecho. Esperar que a fumaça branca siga em direção aos céus com o nome do próximo Summo Pontífice. E que este seja mais liberal, voltado para interesses populares mundiais e progressista, de forma a abrir a Igreja para a sociedade. E seja verdadeiramente ficha limpa !

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Eduardo Benvenuti x exemplo brasileiro da juventude atual.


Eduardo Benvenuti, do Canadá para o mundo.

 

O que o mercado de trabalho pensaria a respeito de um jovem que abandonou o curso de Engenharia Civil na Escola Politécnica da USP e uma carreira promissora na área financeira em uma multinacional, com proposta de trabalho nos Estados Unidos, para passar seus dias jogando videogame? Eduardo Benvenuti, dono do currículo acima, pouco se importa. Afinal, ele hoje tem uma remuneração mensal equivalente à de um diretor de uma grande empresa fazendo o que mais gosta, sem chefe e no horário que bem entende. Aos 26 anos, seu trabalho consiste, basicamente, em jogar videogame e colocar as partidas em seu canal no YouTube. Ele recebe proporcionalmente ao número de visualizações que consegue, graças ao contrato firmado com o Machinima, espécie de rede internacional que negocia as propagandas que são exibidas antes dos vídeos.

Embora nenhuma das fontes ouvidas na reportagem tenha revelado o quanto ganham – segundo eles por questões contratuais –, o Valor apurou que essas networks pagam de US$ 2 a US$ 3 aos seus associados a cada mil cliques recebidos. Somando toda a produção, ao fim do mês a renda dos youtubers brasileiros mais bem-sucedidos varia atualmente de R$ 10 mil a R$ 40 mil – sem contar o que eles podem faturar por conta própria com publicidade e parcerias.

Foi Benvenuti, inclusive, quem desbravou esse caminho no país. “Comecei a gravar os jogos por hobby, inspirado nos youtubers estrangeiros. No entanto, logo identifiquei que havia um público muito interessado e um grande mercado a ser explorado aqui”, conta ele, conhecido na internet como BRKsEDU. Após fazer contato com o Machinima e expor seus argumentos, não apenas se tornou um associado como também ganhou a função de recrutador. “Minha missão era descobrir outros canais de games com bom potencial de crescimento e apresentá-los à companhia”, explica.

Empreendedores natos

Hoje, morando no Canadá, ele já deixou essa função para se concentrar no próprio canal e no curso de business marketing que faz no Mohawk College, na cidade de Hamilton. “Meu objetivo é conseguir visto de residência e abrir uma empresa aqui. No futuro, penso em prestar consultoria sobre mídias sociais”, afirma.

Outro que trocou uma carreira na área financeira para viver dos games foi Eric Hamers, o MxDeegan. Formado em economia pelo Ibmec no Rio, ele chegou a trabalhar como analista na área de fusões e aquisições para uma companhia de seguros, mas largou tudo quando seu canal começou a render algum dinheiro. “Sempre tive espírito empreendedor, então foi fácil tomar essa decisão. Sou muito mais feliz e bem-sucedido hoje do que se tivesse seguido um caminho tradicional”, garante.

Hamers, que tem 24 anos de idade, afirma que são diversos os motivos que levam alguém a procurar esse tipo de vídeo – como conhecer melhor um determinado jogo antes de comprá-lo, coletar informações ou aprender dicas. Muitos, porém, assistem pelo simples entretenimento. “Os brasileiros estão entre os que mais participam e passam tempo na internet no mundo. É um público muito crítico, mas fiel”, revela.

Na opinião de Ivan Freitas da Costa, diretor de marketing e desenvolvimento institucional da faculdade de tecnologia Fiap, jovens como esses são empreendedores natos. Afinal, eles não apenas descobriram um nicho de mercado, mas também uma maneira de explorá-lo. “São pessoas apaixonadas por uma ideia e que conseguiram transformá-la em realidade usando as ferramentas que estão ao seu alcance. Isso é muito valioso em um profissional”, afirma.

“É preciso ser criativo”

Além de ter a tecnologia necessária – como placa de captura de imagens, um programa de edição e um microfone para “conversar” enquanto joga – e o conhecimento para operá-la, é preciso também desenvolver habilidades de comunicação e relacionamento. “É fundamental saber se expressar, sustentar uma opinião e até improvisar”, afirma Costa.

Érika Caramello, gerente de marketing digital na Fiap, ressalta que informalidade é até desejada pela audiência, geralmente composta por adolescentes. “Esse é um assunto que deve ser tratado de forma leve e divertida. Cada youtuber tem sua personalidade e estilo, e quem acompanha com frequência se sente como se estivesse assistindo a um amigo”, analisa. Prova disso é que os que já estão estabelecidos mantêm canais secundários mais pessoais e livres – Benvenuti, por exemplo, mostra curiosidades do seu dia-a-dia no Canadá –, além de investirem nas chamadas live streams, onde respondem, ao vivo, as perguntas da audiência.

Segundo Érika, o crescimento acelerado desses canais se deve a todo um contexto que envolve o aumento da acesso da população nos últimos anos aos computadores, à banda larga e aos jogos eletrônicos de maneira geral. “Os vídeos são em português, gratuitos, com uma linguagem simples e sobre um tema que está em evidência” diz. Um reflexo desse sucesso foi a proliferação recente de canais apostando no mesmo filão. “Existe espaço para todos, mas é preciso ser criativo. Quem tentar copiar os canais que já são grandes não vai sobreviver”, diz Benvenuti.

“Mudanças acontecem muito rápido”

Engana-se também quem pensa que se trata de um trabalho fácil. Bruno Aiub, um dos mais famosos youtubers do Brasil e conhecido pela alcunha de Monark, garante que fica pelo menos 12 horas por dia envolvido com seu canal. Além de produzir material diariamente, ele gasta um bom tempo fazendo networking com seus pares, empresas e interagindo nas redes sociais – recentemente contratou uma pessoa para ajudá-lo a administrar o fórum de seu site.

Prestes a completar 22 anos de idade, ele tem cerca de 350 mil inscritos em seu canal – que, segundo suas contas, cresce entre 10% e 20% ao mês – e seus vídeos já somam algo em torno de 10 milhões de visualizações mensais. “Me preocupo em sempre tentar renovar o conteúdo. É tudo muito dinâmico, não dá para se acomodar”, diz.

Aiub também já foi convidado para participar e até dar palestras em eventos relacionados ao assunto, mas passou a ser mais seletivo após um susto meses atrás: ele avisou seus “seguidores” que compareceria, informalmente, ao lançamento de um jogo em um shopping de São Paulo. “Apareceram mais de 1200 pessoas e a loja não estava preparada para receber tanta gente. A situação ficou tão complicada que me tiraram dali escondido, pelo teto”, lembra.

Mesmo com tanta popularidade, ele confessa sentir certa insegurança em relação ao futuro, uma vez que trancou um curso de desenvolvimento de jogos logo no início e não tem curso superior. “É preciso se adaptar às mudanças, pois elas acontecem muito rápido no mundo virtual”, diz. Por enquanto, ele planeja uma temporada no exterior para estudar inglês. “Posso fazer o meu trabalho de qualquer lugar, basta uma boa conexão com a internet”, explica.

O Expresso Vida parabeniza a iniciativa dos jovens percursores dessa atividade e recomenda aos que gostam de games para acompanhar as peripécias de BRKsEdu.
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[Fonte: Observatório da Imprensa: Rafael Sigollo, do Valor Econômico]

Roberto J. Pugliese
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Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

SÃO VICENTE E A PONTE PENSIL - 99 ANOS!


A PONTE PENSIL – História viva.

 

Autoridades municipais do inicio do século passado, preocupados com o esgoto sanitário da ilha de São Vicente, planejaram a construção de uma ponte sobre o Mar Pequeno, em São Vicente. Além do esgoto idealizado pelo engenheiro Saturnino de Brito, a ponte se tornaria passagem para o Forte de Itaipu, na Praia Grande, então parte continental do município.

 

A inauguração solenemente se deu em Maio de 1914. Prestigiada por inúmeras personalidades de fama internacional. Trata-se de exemplo da capacidade da engenharia nacional, não só pela aparência e beleza arquitetônica, mas pela comprovada solidez, que quase 100 após, é ainda um dos símbolos da cidade e do Estado de São Paulo e em uso continuo.

 

Os cabos de aço e outros materiais vieram da Alemanha e boa parte ainda estão conservados e em pleno uso com toda a segurança. Suporta 60 toneladas, tem um vão livre de 180 metros e foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimonio Histórico e Artisitico do Estado de São Paulo.É do tipo suspensa e conhecida mundialmente como a Ponte Pensil de São Vicente.

 

A ponte Hercilio Luz, de Florianópolis, mais nova, do mesmo estilo, está desativada há mais de 20 anos por falta de manutenção.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

 

( Fonte Blog Caiçara )

Memória 05 - Delicado x Lembranças da TV TUPI


Memória 5– Lembranças do início da Televisão Brasileira.

Quando ele era bem pequenino, no máximo dois ou três anos, a televisão no Brasil também era nascente e estava principiando e era bem rudimentar, sem qualquer sofisticação. Os recursos técnicos eram mínimos e a improvisação  dominava superando a precariedade total.

Sua programação curta e ao vivo, tinha início por volta das 17 horas e encerrava a meia noite. Não havia tape e tudo era ao vivo. A imagem em preto e branco e precisava de alta perícia de algum adulto para sintonizar.

O que o marcou profundamente foram as propagandas e informações que eram expostas. Bem interessante.  Regularmente havia um informativo, consistente em letreiro que descia pela tela dos televisores, com escritos pretos intermináveis para que o telespectador lesse e se colocasse a par da programação do dia e outras informações. A par do letreiro, o som de Delicado, sucesso recém lançado de Waldyr Azevedo era a música que acompanhava.

Para a criança que era, tratava-se de algo muito chato. Bastante chato que memorizou para o resto da vida. Sempre que escuta o baião famoso lembra-se de sua tenra infância. Dos anos 50.

Tv. Tupi, PRF 3,canal 3 de São Paulo, por volta de 1953... ou antes.

Anos depois, ao visitar o norte de Goiás, alguns meses antes da instalação do Estado do Tocantins, em Porto Nacional, no hotel que se encontrava, ao ligar a TV, se deparou novamente com os letreiros que corriam e também com avisos fixos no vídeo, sem qualquer som. Nem o baião do saudoso Valdir Azevedo.

Enfim, essa lembrança ainda permanece e a tem com saudades.

Roberto J. Pugliese
Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

REFORMA TERRITORIAL IMEDIATA.Brasil exige.


NOVAS UNIDADES NA FEDERAÇÃO.


 

O Brasil precisa ser imediatamente melhor desmembrado em Estados e Territórios. O povo de inúmeras regiões está a exigir a medida em certos lugares há mais de duzentos anos.

São muitas as regiões cuja população está mais próxima à separação do que a própria unidade com o Estado a que pertence. Basta ver Carajás, que recentemente no plebiscito maciçamente optou pelo desmembramento.

Mas a criação de novas unidades federativas dentro das regras constitucionais vigentes torna-se praticamente impossível, pois são chamados a opinar toda a população do Estado a ser desmembrado e não apenas a população da área objeto da separação.

Desse modo o que se constata é que um país com quase 9 milhões de quilômetros quadrados, com lugares extremamente carentes ou distantes, não dispõe se quer de um território federal e tem apenas 26 Estados constituídos.

Os desmembramentos últimos que se deram, foram realizados em períodos que o país não se encontrava na vigência da democracia verdadeiramente plena. Assim foi com a criação dos extintos territórios federais de Amapá, Roraima e Rondônia, à época de Vargas, o caudilho pai dos pobres.

Do mesmo modo, a extinção da Guanabara, passando a integrar o Rio de Janeiro foi em plena ditadura militar. O Mato Grosso do Sul idem e o Tocantins apenas teve êxito no seu intento de  se desmembrar porque foi durante o processo de elaboração da Constituição e teve muitas negociações e a liderança de um deputado federal que lutava à décadas para esse fim.

O Congresso tem que repensar seriamente o tema. Não se deve ater a despesas institucionais, porém, observar que o Poder Político, a Administração Pública e os serviços exigidos pela sociedade devem ficar mais próximo do cidadão.

O debate deve obrigatoriamente ser ampliado para toda a sociedade e urge que assim ocorra.

Enfim, o Expresso Vida, solitariamente, continuará sendo uma voz na defesa de criação de novos Estados e Territórios Federais, como base para qualquer reforma política que por sua vez é o centro de todas as demais reformas.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Defesa e direito de resposta a texto tendencioso e preconceituoso.


Expresso Vida responde ao texto elaborado e publicado.

Inconformado e discordante do texto de lavra de Antonio Prata, o Expresso Vida, por meio de seu responsável, postou a seguinte resposta.  Após a resposta segue o texto original para conhecimento geral.

 Senhor Antonio,

Não o conheço.

Sei que é muito novo. Inexperiente. Não sabe da vida.

Mas lamento sua infelicidade. Paulistano que é talvez tenha sido deveras influenciado pelos seus patrões: Os grandes veículos de comunicações que sobrevivem atacando o inatacável. São Paulo e o seu sofrido povo também são vítimas.

Lamento, pois a referencia de sua familia, poderia facilitar a trajetória literária e seguir com brilho, os mesmos caminhos de seu consagrado pai. Aliás, diga-se de passagem, generosamente recebido e bem acolhido pelo povo paulista ao tempo que chegante de Uberaba com seus antepassados, enveredou-se para as letras, estimulado pelos dóceis empresários que cientes de seus dons incentivaram seus méritos e que agora, são objeto de chacotas pelo ilustre articulista.

Esse artigo, ensaio, conto ou simplesmente, esse caricato deboche, revela, data máxima vênia, a miopia socio politica que a opinião pública mantem, por influencia da mídia submissa a conceitos pré-estabelecidos, que a infelicidade o fez repetir por carecer de ampla visão real dos fatos e a serenidade reflexiva própria da maturidade. Para não dizer a coragem de enfrentar os jornalões e a opinião pública teleguiada.

A arrogancia inerente às elites não é peculiar à sociedade paulistana. Amplie os horizontes para os senhores de engenho, ou para os latifundiários do agro negócio. Foque suas lentes aos apanigúados do poder político que a serviço de castas impinam seus nasos ignorando os semelhantes que os rodeiam. Os barões dos feudos das comunicações sociais formam a elite mais poderosa, arrogante e sem ética, que oferece tostões para que sob a batuta de interesses abomináveis, subservientes teçam linhas que mantenham toda a nação alheia à realidade. Mire seu computador para o comportamento social dos Coroneis da Guarda Nacional, sobreviventes nos sertões de Pindorama, diplomados pelos guardiões da república, para manterem o povo submisso nas ações e no pensar. Volte-se para os usineiros do norte fluminense ou das Alagoas.

Elite é sempre elite, desde cartolas da CBF, até letrados da Casa de Machado de Assis, cobiçada, indisfarçavelmente, por puxas sacos do poder que lavram mal traçadas linhas sob a inspiração dos Marinho’s, Frias’s, Mesquita’s, Civita’s e intelectuais como Abravanel ou o Bispo Macedo e algumas poucas famílias, inclusive do Maranhão, como é por todos sabido.

Os Capitães de Indústria, os sócios da FIESP e o poderoso clã do potente comércio paulista, por mais ditadores de condutas que sejam, tornam-se menos desumanos se comparados aos colegas apontados acima, pois na terra dos bandeirantes, do MMDC, dos italianos plantadores de café, da USP, do Hospital do Coração, da Rodovia dos Imigrantes e por aí a fora, existem baluartes que prosélitos, como lembrado no seu malsinado texto, impõem breques e limites cujos resultados se expandem e servem de exemplo por todo o país.

Nunca se esqueça: Os paulistas são paradigmas !

Daí, repetir igual papagaio que não sabe o que diz, o que a mediocridade propala por razões mesquinhas, tentando desmoralizar a paulistaneidade caridosa e prestativa que ajuda a todos que buscam socorro ou sucesso, revela desconhecimento razoavel da realidade social, histórica e politica a par, da indisfarçável ingratidão.

Graças ao heróico empreendedorismo o paulista doa seu suor diuturnamente, transformado em receita federal, para que o país de adversidades extremas torne-se menos injusto. Por ser competente e determinado o povo paulista ve expropriada as riquezas que constroi pelo esforço desmedido. Essa elite criticada gera condições mínimas favoráveis à dignidade de compatriotas esquecidos pelas elites d’outros rincões perdidos.

Graças a elite paulistana a mídia gera espaços para que pseudos intelectuais possam fomentar, nas entrelinhas, a decadende ideologia ultrapassada da luta inóqua de classes, pondo o patrão em confonto com o empregado, de forma a incentivar o ódio, a subversão e a sabotagem.

O folklorico garçon não é o bom malandro carioca, de fala arrastada e conquistador. É um sabotador, que merece cartão vermelho por justa causa. É o exemplo de levar vantagem que voce ressussita.

Essa elite de empreendedores de direita, de esquerda, liberais, comunistas, conservadores, reacionários, corinthianos ou ateus, que não distingue origem de quem chega e que gera riquezas e empregos dígnos, para quem quiser realmente trabalhar sustenta todos permitindo a consolidação democrática de um país acostumado às botinas colonizadoras, imperiais e de caudilhos, heroicamente enfrentadas pelos paulistas de todas as fronteiras.

Esculhambar graciosamente o povo que organizado sabe construir o progresso e gerar riquezas é o incentivo à mediocridade e outorga de comenda ao Jeca Tatu e a Macunaima, o herói mau carater.

- Que infelicidade a sua. O dinheiro para o paulista é meio e não fim. É o instrumento para que merecidamente navegue pela baia de Angra ou deleite-se sob o sol de Marezias. Quem pode pode !

Seu desconhecimento se agrava ao transformar a poesia da terra da garoa numa simples lápide gelada, esquecendo-se que foi na Semana da Arte de 1922, idealizada e realizada no Planalto de Piratininga, que as artes plásticas, cênicas, literarias e todas as demais expressões tupiniquins passaram a ser reconhecidas, porque, à sombra do Colegio de Jesuitas, berço da grande metrópole, sempre se cultivou as letras. Desde seu ilustre fundador, que na areia da praia escreveu o Poema à Virgem, memorizando-o para imortalizar-se e vir a somar aos  motivos incontáveis que se permitiu erguer em 1823 a primeira Escola Superior dos trópicos verde amarelo. E da tribuna da tradicional escola, incontáveis brasileiros, enfrentaram a todos e a tudo, sem receio, em nome da ordem e de um país soberano e justo.

A elite intelectual plantada no asfalto da paulicea conduz,  não é conduzida.

E foi o combativo Monteiro Lobato, o mesmo que enfrentou as bombachas do gorducho dos pampas e o Tio San afirmando que havia petróleo e que o petróleo é nosso, que implantou a primeira editora brasileira, pois até então, nossos livros eram censurados e importados. Lembra-se desse fato relevante às autenticas letras brasileiras ?

Texto injusto. Texto fora da verdade. Irreal.

Atente-se: Quem não tem competencia não se estabelece. Para ser soberbo e poder mandar é preciso ter competencia, coragem, qualidade, atributos inerentes aos paulistas, seus filhos naturais e adotivos. Saber idealizar e ser realizador, condição que Sampa esbanja e não é de hoje.

E dada a profunda carencia endemica de competencia é que, os lembrados ícones da bossa-Brasil, precisaram se valer da Televisão paulista, do Marechal da Vitória, que idealizou o Fino da Bossa, a Jovem Guarda e outros espetáculos jamais repetidos, inclusive os primeiros festivais do Teatro Paramont que, os cariocas, os baianos e mesmo os mineiros do Club da Esquina surgiram no universo artistico e puderam desfrutar das mordomias da avenida Atlantica, da Vieira Souto e do Retiro dos Bandeirantes. ( Alguma coisa acontece quando eu passo na esquina da Ipiranga com a Avenida São João )

Enfim, não tenho muito tempo, porque trabalho e não fico divagando vendo o tempo passar. Não disponho de tribuna de longo alcance, nem sirvo aos doutos do capital internacional, tatuados nas veias das revistas, jornais, rádio e mídias travestidas de fomentadoras da cultura, saber e veículos de informações, para rebater ao texto que repudio e repudiarei  sempre, atingindo os mesmos desavidos leitores da empresa da Barão de Limeira. Mas da modestia dessa infovia e do meu blog exponho meus sentimentos.

Para não deixar dúvidas, abaixo transcrevo o malsina texto, que deveria ter sido publicado em O Globo, ícone da ascendência da Maravilhosa Cidade estagnada e não pela imprensa paulista, arrogante e tendenciosa. (?)

Atenciosamente,

Roberto J. Pugliese

 
Texto original

Cliente paulista, garçom carioca

Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico "pas de deux": sentado, ao fundo do restaurante, o cliente paulista acena, assovia, agita os braços num agônico polichinelo; encostado à parede, marmóreo e impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada atenção. O paulista estrebucha: "Amigô?!", "Chefê?!", "Parceirô?!"; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha pro lustre.

Eu disse "cliente paulista", percebo a redundância: o paulista é sempre cliente. Sem querer estereo-tipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta "débito ou crédito?". Um ser que tem o "direito do consumidor" em tão alta conta que quase transformou um de seus maiores prosélitos em prefeito da capital. Como pode ele entender que o fato de estar pagando não garantirá a atenção do garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido e criado na crua batalha entre burgueses e proletários, compreender o discreto charme da aristocracia?

Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso e da gravata borboleta, saudades do imperador. Faz sentido. Para onde você acha que foram os condes, duques e viscondes no dia 16 de novembro de 1889 pela manhã? Voltaram a Portugal? Fugiram pros Açores? Fundaram um reino minúsculo, espécie de Liechtenstein ultramarino, lá pros lados de Nova Iguaçu? Nada disso: arrumaram emprego no Bar Lagoa e no Villarino, no Jobi e no Nova Capela, no Braseiro e no Fiorentina.

O pobre paulista, com sua ainda mais pobre visão hierárquica do mundo, imagina que os aristocratas ressentiram-se com a nova posição. De maneira nenhuma, pois se deixaram de bajular os príncipes e princesas do século 19, passaram a servir reis e rainhas do 20: levaram gim tônicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para Tom e leites para Nelson, receberam gordas gorjetas de Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje falam de futebol com Roberto Carlos e ouvem conselhos de João Gilberto. Continuam tão nobres quanto sempre foram, seu orgulho permanece intacto.

Até que chega esse paulista, esse homem bidimensional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é um crachá universal, capaz de abrir todas as portas. Ah, paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o vazio que carregas no peito -pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do banheiro, e ali esquecê-lo para todo o sempre.

Veja, veja como ele se debate, como se debaterá amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de Cinzas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas do Tietê, onde a desigualdade é tão mais organizada: "Amigô, o bife era mal passado!", "Chefê, a caipirinha de saquê era sem açúcar!", "Ô, companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava pra ver um cardápio?!". Acalme-se, conterrâneo. Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom carioca não está aí para servi-lo, você é que foi ao restaurante para homenageá-lo. E quer saber? Ele tem toda a razão.

antonioprata.folha@uol.com.br
@antonioprata
 
 
O Expresso Vida não aceita e repudia o conteúdo inverídico e tendencioso do texto supra.
 
Roberto J. Pugliese
Autor de Direito das Coisas, Leud
Autor de Direito Notarial Brasileiro, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.
 

Produção de Eduardo Benvenuti -

O Dudu - Eduardo Benvenuti elaborou esse video que merece ser visto. Bem rápido e engraçado.

Roberto J. Pugliese

Direito de Resposta de Leonel Brizolla.

 
O governador Leonel Brizolla consegue na Justiça espaço no Jornal Nacional, da TV Globo, e esta se curva e tem que publicar seu dereito de resposta.
Vale a pena assistir até o final. São apenas 4 minutos.
 
Eu não costumo assistir o Jornal Nacional, mas gostaria de ter assistido essa edição.
 
Roberto J. Pugliese

SS Papa Bento 16 perdeu apoio politico.= Renunciou.


"As causas da renúncia de Bento 16



O anúncio da renúncia do Papa Bento XVI nesta segunda-feira 11 causou surpresa, mas não pode ser considerado um movimento tão inesperado. Em meio a um mandato marcado por tensões com outros líderes religiosos, novos casos de pedofilia envolvendo clérigos e a demanda por uma Igreja Católica mais aberta, Joseph Ratzinger vivia sob constante pressão. Algo que tornou-se mais evidente em delicados escândalos, como o do mordomo mandado para a prisão por revelar documentos que deixavam claro o jogo de poder nos corredores do Vaticano.



Em uma carta, Ratzinger afirma ter refletido repetidamente até concluir não ter mais “forças, devido à idade avançada (…) para exercer adequadamente o ministério petrino”. Embora isso não seja novidade, uma vez que ele assumiu o posto aos 77 anos, em 19 de Abril de 2005, o pontífice não mencionou nos últimos anos nenhuma doença grave que poderia afasta-lo de suas funções. Realizou recentemente, inclusive, um longo discurso a cardeais sem grandes problemas.



É preciso, então, avaliar as forças políticas do Vaticano, um monastério absolutista sobre o qual o Papa tem mandato vitalício e controla sozinho os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. Sem mencionar alguns aspectos das diretrizes econômicas do Estado independente cravado no centro da Itália. É, portanto, um cargo sujeito a pressões de todos os tipos. Algo que pode ter contribuído para a renúncia.



“O Papa vinha enfrentando problemas políticos entre os grupos [da Igreja]. Basta ver no ano passado quando o mordomo vazou documentos secretos. Tudo isso cria um conjunto de fatores políticos sérios que o desgastaram ainda mais na idade dele”, diz o teólogo Rafael Rodrigues da Silva, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Logicamente, isso não vai aparecer de maneira oficial.”



O Vaticano, comenta o desembargador aposentado Walter Mairovitch, colunista de CartaCapital, é notório por guardar bem seus segredos. “No caso do mordomo, há várias notícias de um movimento contrário ao Papa e até um carta com uma ameaça de morte. Houve ainda o escândalo do Banco do Vaticano, em que se viu que o Papa tinha muita dificuldade de impor as regras mínimas da União Europeia contra a lavagem de dinheiro.”

Segundo Silva, a Igreja está rachada em três grupos: o que levou Ratzinger ao poder, um mais liberal e outro conservador, que figuram no aspecto político e econômico do Vaticano. “O caso dos vazamentos mostra claramente que há um grupo totalmente contrário ao Papa atual. E isso desgasta qualquer agente político.”

Um desgaste capaz de fazê-lo tomar uma decisão quase sem precedentes na Igreja Católica. Bento XVI se tornará o primeiro Papa a renunciar nos últimos 600 anos. O último foi Gregório XII, que deixou o cargo em 1415. “Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. [...] É necessário também o vigor, quer do corpo, quer da mente; vigor este que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado”, disse.



Na carta, Bento XVI afirma estar “consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade” e define a decisão como de grande importância “para a vida da Igreja”. E de fato será. Os cardeais, que devem anunciar um substituto até março, não poderão ignorar que o secularismo vem ganhando espaço no mundo e que a sociedade espera mudanças no posicionamento da Igreja sobre temas como o uso de preservativos. “Quando ele diz que não tem plenas forças para continuar, poderia se esperar que a igreja teria uma posição rumo à modernidade, com um sucessor mais jovem”, aponta Maierovitch.




O papado de Bento XVI, diz Silva, foi uma transição ao João Paulo II e a renúncia indica que já cumpriu seu papel. O que abre espaço para as especulações sobre o seu substituto. Pela primeira vez, a Igreja Católica poderia ser chefiada por um não-europeu. Entre os nomes cotados estão o dos brasileiros dom Odilo Pedro Scherer, arcebipso de São Paulo, e João Braz de Aviz, do departamento de Congregações Religiosas do Vaticano. O argentino Leonardo Sandri, do departamento de Igrejas Ocidentais, é outro cotado.

As mudanças poderiam ocorrer também na condução da Igreja, que não enfrenta uma “revolução” desde o Concílio do Vaticano II, entre 1962 e 1965. À época, o Papa João XXIII e bispos de todo o mundo modernizaram a igreja para estancar a perda de fieis. Como resultado, as missas deixaram de ser rezadas em latim com o padre de costas para o público, para acontecerem no idioma local. “A expectativa é ter um sucessor que siga o caminho de abertura pelo Vaticano II, algo que Paulo II e Bento XVI representaram um retrocesso”, acredita Silva."
Ao texto muito bem elaborado e ora trasladado, o Expresso Vida acrescenta que é a grande oportunidade para que a Igreja Católica Apostólica Romana, em decadencia em todos os continentes, volte a professar a verdadeira doutrina de Cristo, e imprima novamente a Teologia da Libertação.


Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Autor de Direito Notarial Brasileiro, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

( TEXTO ELABORADO POR Gabriel Bonis. Fonte: Blog do Miro )

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Marajó mais próxima.


Marajó com mais horário de balsas.

 

Recentemente o Expresso Vida denunciou que o turismo em Marajó, na encantada ilha e demais outras que constituem o arquipélago é muito desorganizado. Entre outros motivos, pela incipiente condição das barcaças que fazem a travessia de Belem a ilha principal e as menores ilhotas.

Talvez tenham ouvido o clamor e a denuncia. Agora está sendo implementado novidades. Período experimental, mas poderá ajudar e consolidar.

A travessia de balsa entre Belém e o Arquipélago do Marajó, via porto de Camará, tem novos horários. Em reuniões realizadas pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon) com os prefeitos dos municípios de Soure e Salvaterra e as empresas operadoras dos serviços, foi assegurada a implementação, em caráter experimental por 90 dias, de viagens extras para atender a demanda dos moradores da região e visitantes.

A partir de agora, há viagem à tarde, às 16 horas, nas segundas, terças e quintas feiras, partindo do porto de Icoaraci. De Camará para Belém também foi estabelecido mais um horário, além do retorno já feito à tarde. Nesses três dias da semana, às 7h, uma balsa sai de Camará para Icoaraci. Antes, quem precisava ir de balsa de Belém até o porto de Camará só podia viajar pela manhã.

“Nossa meta é melhorar a qualidade dos serviços de transporte no Marajó, e essa é uma das ações para atingi-la”, informou o diretor geral da Arcon, Antônio Bentes Neto. Segundo ele, até o final do primeiro semestre deve entrar em operação um “ferry boat”, com capacidade superior a das balsas que já operam na região, a fim de ampliar e melhorar esse serviço. A Arcon está estudando a possibilidade de a embarcação realizar viagens diárias para o Marajó.

O Expresso Vida está na expectativa que de certo, pois vale à pena conhecer o Marajó.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

Lagoa da Conceição ! cartão postal de Floripa !


Lagoa da Conceição –

A Lagoa da Conceição é dos lugares mais conhecidos e  bonitos da ilha de Santa Catarina. Iniciou a povoação próxima as bases do morro e nas proximidades da Igreja, logo sendo constituída a Freguesia da Lagoa permanecendo por anos em isolamento quase total.

Com o desenvolvimento agrícola da região a demografia foi aumentando. Com o passar do tempo, a produção agrícola e os pescados passaram a ser comercializados com outras freguesias inclusive com o Desterro, a sede do município, cujo nome depois foi alterado para Florianópolis.

Havia muitos engenhos, sendo que, os de cana produziam melado, aguardente e açúcar e os de mandioca farinha artesanal. Alguns destes engenhos transformaram-se em unidades semi-industriais, indicando prosperidade para a antiga Lagoa. Em 1847, devido a sua importância, a Freguesia da Lagoa foi visitada por D. Pedro II, que fez doações para sua igreja, inclusive uma custódia de prata e posteriormente os sinos.

Ainda hoje encontra-se velhos engenhos, sobrados e casas térreas típicas da história da ocupação da lagoa, bens de valor histórico, arquitetônico e cultural.

A Lagoa foi sempre muito piscosa. Suas águas sempre foram salgadas e muito limpas. No entanto, com a densidade elevada de população atualmente está bastante poluída, notadamente na área central.

Os moradores tradicionais da Lagoa da Conceição tem na cultura própria e pitoresca rica diversidade de histórias envolvendo bruxas, feiticeiras, lobisomem que são contadas de geração em geração. Tambem as é tradição cultural local, passada de mãe para filha, a renda de bilro.

Muitas características estão preservadas, traços culturais que se manifestam na comunidade, o boi de mamão, a festa do divino, vestígios arqueológicos que mostram a presença antiga de grupos nômades que ocupavam os sambaquis e grupos guarani que produziam cerâmica.

Atualmente o distrito da Lagoa da Conceição se destaca como importante centro comercial e de exploração turística, cercada por vários bares, restaurantes, cafés, hotéis, pousadas freqüentados por visitantes de todo mundo.

A Lagoa de Conceição por ser muito bonita é exibida orgulhosamente pelos habitantes de Florianópolis, sendo, junto com a Ponte Hercílio Luz, talvez o maior cartão postal da cidade.

O Expresso Vida recomenda a todos que visitam a cidade dar um pulo e conhecer a Lagoa da Conceição.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Sócio de Pugliese e Gomes Advocacia
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

POEMA SIMPLES !

Vida

Cocaína mata;
Batida de carro mata;
A vida mal vivida mata;
A bebida envenenada mata;
O pulo do prédio mata;
A saudade em demasia mata;
O policial corrupto mata;
O torcedor fanático mata;
O sorriso mata;
A esperança morre;
O paciente terminal morre;
À noite mal dormida morre;
O herói da vida real morre;
A beleza também morre;
Porém o que não morre dentro de mim
É a eterna vontade de estar junto de você!


(Alex S. Domingos)
Pela beleza do tema o Expresso Vida brinda seus distintos leitores com o poema Vida.
Roberto J. Pugliese
Autor de Direito das Coisas, Leud
Sócio de Pugliese e Gomes Advocacia
Membro da Academia Itanhaense de Letras.


sábado, 9 de fevereiro de 2013

A história se repete: Santa Maria, S. Francisco do Sul, Bateaux Mouche...

Santa Maria x São Francisco do Sul.

Quanta tristeza abate o povo gaucho. Irresponsabilidade insana de empresários gananciosos em parceria com a omissão dos Poderes Públicos provocou a maior tragédia da história dos pampas.

Santa Maria ficou conhecida mundialmente, tal qual, São Francisco do Sul, a cidade ilha, que na manhã ensolarada de 7 de janeiro de 1996, por razões semelhantes àquelas acima ditas, foi palco de grandioso acidente, no qual mais de trezentas pessoas foram vítimas de empresários gananciosos e de autoridades públicas omissas.

A história se repetiu. Nesse drama das vítmas, a regra é a mesma. Salve-se quem puder. Já se passaram anos e alguns processos ainda correm pelas gavetas e escaninhos do fórum francisquense, manipulados por servidores desidiosos que desconhecem a grandeza da função que exercem. Passados tantos anos, a Prefeitura condenada em inúmeras ações, há mais de quatro anos não paga os precatórios devidos às vítimas do evento amaldiçoado.

A história se repete: O circo de Niterói, o bateaux Mouche, o edifício da Praça Tiradentes que desabou, o incêndio do edifício Joelma e das Lojas Pirani, a Gameleira, o elevado Paulo de Frontin e assim vai... Sem que as principais autoridades responsáveis, prefeitos, secretários de obra, bombeiros, fiscais sejam responsabilizados pessoalmente pelas omissões e falcatruas que causaram danos de repercursão vergonhosa. Ninguém paga. Ninguem vai para cadeia.

E o Sérgio Naya, que construía edifícios com areia da praia? Como ficaram as vítimas? Infelizmente, nessa Pindorama do Barão de Itararé, salve-se quem puder.

Ajunte-se à toda bananosa que o Poder Público oferece para as sociedade os valores das indenizações nem sempre reparam o dano e as compensações pelos ilícitos morais, decretadas pelo Judiciário, além de ínfimas, transformam-se em escárnios para aqueles que, machucados, aguardam décadas para serem justiçados.

Roberto J. Pugliese
Autor de Direito das Coisas, Leud
Sócio de Pugliese e Gomes Advocacia
Membro da Academia Itanhaense de Letras.


 

Divisão política imediata.

Divisão territorial: Exigência política.

O projeto de Lei Complementar nº 416-2008 se vier a ser aprovado irá definir mudanças no mapa, trazendo esperanças a distritos das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e frustrando a tão almejada criação de municípios no Sul e Sudeste.
A Lei entrando em vigência define número mínimo da população para que o distrito se torne município, numa justificativa inóquoa tendo como parâmetro apenas a população e se esquecendo de outros tantos e tantos índices, tais como distancia da sede, produção e economia local.

O Brasil, como outros grandes Estados soberanos, v.g., Austrália, Canadá, Rússia, China e tantos outros, não pode ser, dentro da democracia estabelecida, amarrado a uma centralização como se encontra atualmente. Só países autoritários centralizam o poder político, administrativo e assim por diante com o governo central.
O atraso geral nacional advém da centralização, que no frigir dos ovos é bom para as Centrais de Comunicação, como as Organizações Globo, do Rio e para as polpudas arrecadações tributárias da União.

Chegou o momento para se repensar e dividir melhor o território brasileiro. São inúmeras as regiões destacadas pelos Estados, que teem identidade e condições bastante para se tornarem unidade federativa distinta dos Estados em que se encontram.
Vale lembrar que o Triangulo Mineiro, Gurgueia, Marajó, Vale do Ribeira apenas para citar algumas regiões, há anos, ou séculos buscam desmembrarem-se dos Estados nos quais se encontram, porém dada as circunstancias jurídicas impeditivas, não conseguem realizar o sonho, que na verdade é aspiração natural.

A nova divisão política nacional é um clamor social e uma exigência política que precisa ser concretizada o quanto antes.
O Expresso Vida apóia toda manifestação separatista, por ser uma das expressões da cidadania e democracia da base popular.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

Memória nº4 - Trinta e cinco anos depois !


Trinta e cinco anos depois.  Memória nº 04
Corria o ano de 1986. Ele morava em Itanhaém, Sp, era secretário da subsecção local da OAB,SP e precisava de serviços jurídicos em Santa Catarina.

Valeu-se da posição exercida e entrou em contato com o secretário geral da OAB SC para pedir a prestação de serviços, que muito atencioso, o prestou e se negou a cobrar pelo mesmo.
Os anos passaram e por volta de 1990 foi a Florianópolis à passeio e lembrando-se da elevada atenção dispensada pelo colega catarinense, levou uma de suas obras, então recém lançada e autografando, passou no escritório do causídico e deixou como agradecimento. O colega não se encontrava motivo que Direito Notarial Brasileiro foi entregue a recepcionista.

Recentemente, agora nas últimas eleições da OAB SC, ele apoiando uma das chapas concorrentes, se encontrava no prédio sede do Conselho Seccional, quando numa roda de advogados, percebeu um conhecido com uma ex-aluna, conversando com um casal de idosos. Bem idosos.
Para cumprimentar a ex aluna e seu pai, também seu conhecido, pediu licença e adentrou à roda, quando foi apresentado, aludindo a sua condição de professor que fora em Joinville e identificando-se que agora estava domiciliado há 3 anos na linda ilha da magia.

O idoso, vestido de forma elegante e formal, acompanhado que estava de sua esposa, como dito, também de idade avançada, ao ouvir o nome dele, antecipou-se e disse que anos atrás conhecera um tabelião em Iguape com o mesmo nome. Ele, que sempre correu o Vale do Ribeira e freqüentou o litoral sul paulista, imediatamente corrigiu, dizendo que não existira nenhum tabelião com o seu sobrenome.
- Então Cananéia, ... ou Peruíbe.(?)

O tabelião, acrescentou o elegante advogado,escreveu um livro sobre direito notarial e me presenteou,  divagando sobre cidades  litorâneas paulistas, tentando apontar o lugar certo e a pessoa, quando, numa luz de recordação, ele lembrou-se do episódio de 1986 exclamando:
- Itanhaém. Fui eu.  A primeira obra do gênero editada no pais. Eu escrevi.

O idoso era o ex secretário do Conselho Seccional da OAB  que agradecido pela gentileza do colega de Itanhaém, guardara seu nome e, agora estava comentando que recebera o presente do autor do livro.
O mundo roda. Dá voltas. E passo a passo, o que se constrói um dia, vislumbra-se no futuro.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Autor de Direito Notarial Brasileiro, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

Campanha contra indígenas continua !


Carta aberta do Povo Indígena Xakriabá sobre Audiência Publica realizada na aldeia Brejo de Mata Fome em 04 de Fevereiro de 2013.

 

Objetivo: Esclarecer a verdade dos fatos e denunciar manobras políticas para criminalizar a nossa luta e o nosso Povo.

 

Nós, Povo Xakriabá vimos através desta esclarecer os verdadeiros fatos ocorridos em audiência pública coordenada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, realizada no nosso território Xakriabá, Aldeia Brejo do Mata Fome em 04 de fevereiro de 2013. Estes esclarecimentos se fazem necessários em função de notas públicas posterior a audiência que julgamos tendenciosas e que omitem a verdade dos fatos, a exemplo da matéria de Manoel Freitas e algumas citações contidas no informativo “Assembléia Informa”.

È bem verdade que vivemos em uma triste realidade, cujos elementos relacionados aos problemas e os efeitos da seca tem contribuído para o empobrecimento do nosso povo. Consideramos que o maior problema que enfrentamos é a falta de acesso as terras pertencentes ao nosso povo que continua nas mãos de fazendeiros. Esta situação tem provocado constantes migrações de parte de nossa população para os grandes centros urbanos em busca de alternativas de sobrevivência.

Atualmente estamos em luta para reaver mais uma parcela de nosso território, grande parte dos conflitos que enfrentamos estão diretamente relacionados a disputa territorial. A área que atualmente ocupamos não dispõe de recursos suficientes para atender as demandas das nossas 2.500 famílias. Esta luta está sendo travada com grandes empresários e fazendeiros. Estes fazendeiros tem contado com a aliança de políticos da região, a exemplo do ex-prefeito de São João das Missões Ivan de Souza Corrêa, do deputado Estadual Paulo Guedes e Federal Gabriel Guimarães, ambos do PT de Minas Gerais.

Este grupo coordenado pela associação dos fazendeiros localizada no município de Itacarambi tem desenvolvido constantes ações de negação dos nossos direitos e forçado a cooptação de indígenas Xakriabá para fazer oposição aos nossos próprios direitos, a exemplo do grupo coordenado por Emilio Lopes de Oliveira que se aliaram aos fazendeiros e os políticos supracitados para fazer enfrentamento aos direitos e melhoria das condições de vida do seu próprio povo.

Bom seria se a pauta da audiência requerida pelo Deputado Paulo Guedes tivesse a verdadeira intenção de solucionar parte dos nossos problemas. Na verdade o que temos certeza é que a pauta nada mais foi do que um instrumento de inserção destes grupos em nosso território para tentar desarticular a nossa organização interna e acirrar ainda mais os conflitos entre o nosso povo.

Sobre os informes contidos nas matérias de Manoel Freitas e algumas citações do Assembléia Informa, bem como nas falas do Dep. Paulo Guedes, esclarecemos:

Não é verdade que a administração do município de São João das Missões sob a gestão dos Indígenas tenha se tornado em um espaço de garantia de privilégios, temos tratado este espaço, como uma importante ferramenta de efetivação de políticas públicas para melhorar as condições de vidas da nossa população que é composta de índios e não índios, exemplo disso é a melhoria significativa nas áreas da saúde, da educação e sustentabilidade, representados em números, no que se refere ao aumento do IDH do nosso município. Este modelo de gestão ganhou a credibilidade da maioria da nossa população, garantindo a continuidade de um Indígena frente a gestão do nosso município nas eleições realizadas em 07 de outubro de 2013.

Não é verdade que nós Povo Xakriabá estamos solicitando a transferência da Sede da FUNAI de Governador Valares para São João das Missões, se assim fosse, as primeiras discussões seriam realizadas com os outros parentes de Minas gerais e Espírito Santo que também são atendidos por esta administração regional. Também não pleiteamos a transferência do Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI para Belo Horizonte. Estas medidas politiqueiras e eleitoreiras têm o único objetivo, desarticular o nosso Povo e acirrar um conflito das etnias de Minas gerais contra o Povo Xakriabá.

Também não é verdade que nosso povo está em pé de guerra. A luta que travamos é em defesa dos nossos direitos e contra a intervenção de grupos que tentam a todo instante se infiltrar em nosso território para instalar o conflito entre o nosso povo e se beneficiar desta situação. Esta violência é fruto do histórico massacre que sofremos ao longo de décadas, com a invasão do nosso território, da discriminação e do desrespeito desses grupos com a nossa Identidade enquanto povo Indígena.

A nossa organização interna tem trabalhado intensamente para coibir as intervenções externas que tem contribuído e provocado o confronto entre o nosso próprio povo. A Audiência requerida pelo Dep. Paulo Guedes foi uma afronta a nossa organização interna e uma violação ao Artigo 231 da Constituição Federal, uma vez que os nossos caciques e lideranças não foram consultados. Este ato de desrespeito foi confirmado pelos órgãos competentes que se fizeram presentes na audiência pública, Fundação Nacional do Indio – FUNAI,Ministério público federal, Policia Federal, Polícia Militar, Policia Civil dentre outros.

Queremos deixar claro que não se trata de um questionamento a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, que tem prestado relevante trabalho em defesa dos direitos das comunidades menos favorecidas a qual temos grande respeito e reconhecemos o seu importante papel.

Diante desta realidade e dos esclarecimentos prestados pelo nosso povo, repudiamos a atitude desses grupos e reafirmamos que os fatos decorrentes das ações desenvolvidas pela associação de fazendeiro, do ex-prefeito de São João das Missões Ivan de Souza correia, do Dep. Estadual Paulo Guedes e Federal Gabriel Guimarães, ambos do PT MG tem um único objetivo, negar os nossos direitos sobre a demarcação das áreas que estão sendo pleiteadas pelo nosso povo e que já foram concluídos os estudos, acirrar conflitos e confrontar com nosso Povo, aos quais queremos responsabilizar por qualquer ação de violência que venha vitimar qualquer membro da nossa etnia.

Neste contexto reivindicamos uma intervenção imediata da Fundação Nacional do Índio, Comissão de Direitos Humanos, Instituto de Direitos Humanos e Ministério Publico Federal, no intuito de garantir os nossos direitos como determina os artigos 231 e 232 da Constituição Federal.

Povo Indígena Xakriabá
Território Xakriabá, São João das Missões - MG, em 06 de Fevereiro de 2013

O Expresso Vida apóia a causa indígena brasileira.
Roberto J. Pugliese
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Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.